Estive na #CCXP 2017 e foi épico!

Ei, tá a fim de ganhar um box  Mistborn – Segunda Era?
Pergunte-me como! É só continuar lendo que eu já te explico ;D

Fonte: InstaCinéfilos – Reprodução

Tudo começou com uma mensagem que quase me fez cair da cadeira. Corre aqui, gente, que eu não tô acreditando.

Do momento em que a LeYa Brasil me convidou para a CCXP até o momento em que pisei no avião, os dias passaram numa correria só: era preciso fechar os detalhes, organizar as coisas aqui de casa, divulgar minha ida, fazer as malas (vazias, claro, pra encher de livros), preparar uma lista do que visitar e me dar uns beliscões de vez em quando.

Cheguei em Congonhas no sábado de manhã, dia 09. Fui recebida pelo Eduardo do Intocados, que também veio a convite da LeYa e que eu escalei na maior cara de pau como companheiro de aventura. Minha ideia era arrumar um “adulto responsável” pra evitar que eu me perdesse muito, ainda mais levando em conta o meu péssimo senso de orientação. Plot twist da vida: ele se perde mais que eu, hahaha.

Foi somente quando nos aproximamos do local do evento (ou como disse o motorista do Uber que trouxe o Felipe Castilho – “aquele lugar onde as pessoas se disfarçam de gibi“), que realmente caiu a ficha sobre as proporções monumentais daquela bagaça. É enorme. É gigantesco. É CCXP.

Fonte: Autoria própria.

Do nosso ponto da fila de entrada, dava para ver a massa de visitantes atravessando o passadiço – adoro essa palavra – que levava em direção ao evento. Parecia até o povo de Rohan caminhando para  Helm’s Deep, saca? Só que obviamente mais animado e mais colorido. Só ali na fila já dava pra ver vários cosplays.

Aí você me pergunta: poxa, Fernanda, mas vale mesmo a pena enfrentar fila e esse monte de gente pra disputar quase a tapa um lugar nas atrações e comprar produtos que facilmente você encontra pela internet?

Essa é uma reflexão interessante, e acho que depende muito das suas expectativas com relação à feira. Conversei muito com as pessoas sobre isso.

Veja, se sua prioridade é especificamente adquirir coisas, então a CCXP não vale a pena. A energia gasta para chegar ao produto não se compara a velocidade de um clique no seu computador. A CCXP enquanto centro de compras, como algo similar a uma livraria ou um shopping, é totalmente inviável.

Porém, e isso foi algo que a esposa de um amigo comentou e que ficou registrada na minha cabeça, a “CCXP tem a ver com o clima da coisa”. Tem a ver com encontrar pessoas com os mesmos interesses que os seus, tem a ver com olhar no olho de quem produz e trabalha diariamente com as coisas que você ama.

Fonte: Autoria própria.

Um autógrafo não é só um nome num papel. Ele carrega toda a lembrança e toda a aura do momento, de ter conversado um pouquinho com o autor, de ter ficado sabendo de um detalhezinho da produção que você não conhecia. É uma questão de dar rosto e voz a uma comunidade que tem poucas oportunidades de mostrar a cara a nível nacional.

Minha prioridade foi exatamente essa. Deixei pra lá os painéis e os estandes de experiências (com raras exceções, as filas demandavam muitas horas que eu preferi aproveitar conhecendo pessoas) e foquei nas editoras e no Alley. E olha, posso te garantir que a minha experiência foi maravilhosa. Entre pernas doloridas e a musiquinha infame que tocava a cada 5 minutos, já estou com saudade e com vontade de voltar no próximo ano. Entendo as críticas que ouvi sobre o evento, principalmente com relação ao preço dos ingressos e à paciência/disposição física que é preciso ter para se divertir lá dentro. Mas as trocas reais que fiz, raramente de natureza financeira, me fizeram ter a opinião de que tudo valeu a pena. Se eu pudesse fazer um pedido, gostaria inclusive de pedir a presença de mais autores nas próximas edições da CCXP, nacionais e internacionais.

Os cosplays estavam ótimos, garantias de boas risadas. Deu pra ver que o pessoal se dedicou e trabalhou duro para trazer caracterizações com ares profissionais ou muito irreverentes. E é bacana ver o pessoal interagindo, tirando fotos e convivendo amigavelmente, muitas vezes acompanhados da família (só o Vingador que não me deu bola, mas ele estava concorridíssimo). Nos dois dias que passei no evento, não vi ninguém se desentendendo ou se estressando e, de modo geral, todo mundo estava bastante receptivo e paciente. Quando passávamos por algum corredor estreito e precisávamos nos apertar, todo mundo tomava cuidado para não pisar/esbarrar em ninguém, para não estragar o cosplay alheio. Ou, como diria a moça que estava fantasiada de Hela: cuidado que os meus chifres estão passando.

A lá o Vingador não me dando bola… Fonte: Autoria própria.

(Embora não tenha presenciado, fiquei sabendo depois que um cara tentou forçar um beijo numa garota de cosplay. Sinto muito que ela tenha passado por isso. Infelizmente ainda não inventaram um detector que barre gente babaca…)

Outro ponto que gostaria de comentar é que não senti uma abismo tão grande na qualidade da CCXP em relação à CCXP Tour Nordeste que ocorreu no primeiro semestre. Veja, se formos comparar a proporção das coisas, então sim, foi absurdamente diferente. Mas achei que a versão nordestina contou com nomes de peso, estandes e atrações similares. Tive inclusive a oportunidade de revisitar alguns artistas do Alley que eu já havia encontrado antes. E isso, muito longe de ser uma reclamação, é um super elogio: é maravilhoso que estejam levando o evento para outras regiões do Brasil com o mesmo cuidado e dedicação. Estou ansiosa pelas próximas edições.

Teve problemas? Claro que teve, principalmente no quesito organizacional: qualquer coisa comestível estava custando seu peso em ouro e não havia muitas opções de compras para crianças pequenas (tive trabalho em achar um mimo para o meu sobrinho). A triagem do evento também me incomodou: em momento algum olharam o conteúdo da minha mochila e não havia ninguém conferindo quem havia trazido ou não o livro para doação em troca da meia entrada.

Mas deixa eu te contar sobre os pontos altos da CCXP:

  • Estande da LeYa, equipe e Mistborn

O estande da LeYa funcionou como nosso QG oficial por diversos motivos. O maior deles, claro, é que todo mundo queria dar uma espiada no novo box de Mistborn – Segunda Era, lançado oficialmente nessa CCXP. Além de contar com os três livros já publicados, o box vem também com um caderninho temático, que serve tanto pra você rabiscar quanto pra “guardar espaço” na caixa. É que o quarto livro da série ainda vai ser escrito pelo Brandon Sanderson e a editora se comprometeu a lançá-lo no mesmo padrão dos anteriores para caber certinho dentro do box. Ah, sério: o quão genial é essa ideia?

A cara de felicidade da criança. Fonte: Autoria própria.

Além dos livros do Sanderson, em destaque bem na entrada, o estande da LeYa também contou com muita coisa bacana. Teve o lançamento do livro da Mulher Maravilha, teve Navio Arcano da Robin Hobb, teve o livro de God of War (com direito a um Kratos personificado pelo Rex do Jovem Nerd) e teve também destaque para Jogador Nº1, com trailer novo sendo divulgado na CCXP. Aliás, o telão do Omelete ficava bem de frente ao estande da LeYa e sempre que o trailer passava era uma comoção para assistir.

A LeYa também ostentou suas próprias filas intermináveis: uma para tirar foto com o trono de ferro em toda sua glória e outra para girar a roleta da editora, que dava direito a brindes e descontos especiais. Em matéria de preço, inclusive, a editora estava compensando. Teve desconto pra quem estava de cosplay e 50% sobre o valor de capa durante todo o domingo. Deu pra garantir boas compras a preços abaixo da média.

O espaço em si estava lindo e muito caprichado, tornando-o um ótimo ponto de encontro. Bem central, fácil de achar e com espaço de circulação. Ah, e também queria deixar um abração pra equipe da LeYa, que foi atenciosa do início ao fim do evento não só com os blogueiros convidados mas com todo mundo que passou por lá nos 4 dias. Um prazer conversar (ainda mais sobre livros!) com vocês.

Fonte: Autoria própria.

  • Blogs parceiros e pessoas queridas

Um dos pontos mais legais da CCXP com certeza foi encontrar os amigos, aquela galera que você “vê” todo dia pela internet, acompanha o trabalho, pega indicação e faz parcerias mas que nunca viu ao vivo. Por mais que o contato chegue a ser diário, nada se compara a poder olhar no olho da pessoa, dar um abraço, conversar em tempo real. E eu tive a oportunidade de conhecer tanto pessoas que já eram queridas quanto de fazer novas amizades. Legal também que deu pra interagir mesmo com aqueles que não tive a oportunidade de encontrar pessoalmente, por questões de datas/horários ou exaustão física mesmo. Como falei lá em cima, o “clima da CCXP” acaba gerando esse sentimento de grupo. A gente chegava do evento e corria pro Facebook pra contar as novidades, pra ver onde os amigos tinham tirado foto, pra compartilhar uma indicação de um estande legal. Todo mundo numa grande confraternização das coisas que adoramos. Queria ter encontrado muito mais gente!

Saí esquisita em todas as fotos, mas o que vale é a amizade. Aqui tem gente do Intocados, Livros de Fantasia e Aventura do Skoob, Jana Pin e Leitores Vigaristas. Fonte: Autoria própria.

Agradeço imensamente ao pessoal que me adotou e fez com que eu me sentisse em casa (e que me aturou riscando itens da lista sem fim mais famosa da CCXP, hahaha).

  • Felipe Castilho ganhando a faixa de Miss Simpatia

Alguns dias antes da CCXP eu já vinha comentando sobre o quão impressionante foi a aposta da Intrínseca em Ordem Vermelha, fantasia nacional assinada pelo Felipe Castilho. Seu livro recebeu um marketing pesado, com o selo oficial da CCXP, banners e adesivos espalhados por todo o São Paulo Expo, sendo a atração principal do estande da editora.

Dentre as milhares de filas do evento, algumas se tornaram lendárias por serem praticamente infinitas: a qualquer dia e hora, tinha gente esperando. A fila de autógrafos do Castilho (que quando passei por lá estava ao lado do Victor Sousa, também responsável pelo projeto) era uma delas.

Agora imagina você passar 4 dias inteiros sentado, assinando livros e tendo que ser simpático com todo mundo ainda que tenha que cronometrar suas idas ao banheiro. Só o Felipe pra operar essa proeza… Para quem compareceu ao estande, também havia a oportunidade de conversar ao vivo com o Daniel Lameira, editor do livro e figurinha carimbada dos fãs de ficção científica.

Fui tietar, óbvio. Fonte: Autoria própria.

  • Artists Alley

O Alley poderia ser considerado um evento paralelo dentro da própria CCXP. Além de uma confraternização entre os artistas, também é um espaço de networking e colaboração. É o local certo para apresentar seu trabalho, descolar umas parcerias e obter conselhos sinceros de quem vivencia a cultura dos quadrinhos na pele. O Alley coloca lado a lado tanto autores e ilustradores renomados quanto artistas que estão apenas começando, gerando um ambiente heterogêneo propício para a troca de ideias.

E é bom ir preparado: não dá para andar no Artists Alley sem ter vontade de apoiar todo mundo. É preciso fazer das tripas coração para não estourar o orçamento. Entre presentes, encomendas e sonhos de princesa que peguei para mim mesma, eis meu saldo:

– Teve a Ana Cristina Rodrigues, que já desbravava a literatura fantástica muito before it was cool e que tem um conhecimento que me impressiona sempre. Dela levei um Fábulas Ferais autografado e uma mala inteira de boas conversas.

– Teve  o Ian Fraser e o Paulo Torinno sendo as pessoas mais animadas da CCXP e autografando meu exemplar de Araruama (o papo sobre folclore tava tão bom que esquecemos de tirar fotos juntos, haha).

Ana Cristina, Hiro, Peter Bros, Gustavo Borges e arte do João Marcos. Fonte: Autoria própria.

– Deu tempo de pegar em mãos meu exemplar de Parzifal, que apoiei no Catarse alguns meses atrás. O trabalho do Hiro Kawahara é de um profissionalismo imenso e eu não tive dúvidas em ir lá pagar de fã.

– Falando nisso, realizei dois sonhos de princesa em um: consegui um autógrafo do Gustavo Borges pro meu Até o Fim e tirei uma foto com a Cris Peter e o Gustavo Peter (da Cris ainda levei pra casa um Acrobata, autografado por ela e pela Ariane Rauber).

– Conheci o Eduardo Ferrara por uma feliz coincidência da vida e me apaixonei por seu trabalho. Especialmente o projeto Fatias, uma sensível analogia entre legumes e as relações humanas.

– Pra terminar, uma andada sem rumo pelo Alley me levou até a mesa do João Marcos, que é roteirista da Turma da Mônica e quadrinista. Após uma viagem a Caruaru, ele, que é mineiro, se viu apaixonado pela literatura de cordel, fazendo diversos estudos antes de transportar essa arte para o mundo dos quadrinhos. Trocamos várias figurinhas e também esse print maravilhoso da Mulher Maravilha.

Com certeza teve mais uns outros mil momentos que eu esqueci de comentar e que vou me arrepender amargamente de não ter colocado neste texto. Mas, a todos que me proporcionaram um evento épico direta ou indiretamente (até mesmo você, Vingador), deixo aqui um muitíssimo obrigado. Agradecimentos especiais à Editora LeYa pela oportunidade e por todo o carinho. Foi um prazer estar com vocês. :)

Pena que acaba… Fonte: Autoria própria.

*****

Ei, Fernanda, e aquela história de ganhar um box da Segunda Era?

Eita, é mesmo! Para concorrer a um box novinho, lindo e cheiroso, basta completar as ações do formulário Rafflecopter abaixo. O vencedor será anunciado na fanpage no dia 23 de dezembro que é pra já contar como presente de Natal. Caso não consiga entrar em contato com o ganhador em 48h, outro participante será sorteado. Esta ação é uma parceria com a Editora LeYa. Boa sorte!

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