Quem são as Mulheres Perigosas? (+SORTEIO)

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mulheres Perigosas. Depois não diga que eu não te avisei… Caso você queira participar do sorteio sem que eu estrague toda a surpresa de ler o livro, basta rolar a página até o final do post e fazer promessa do mindinho de que vai voltar aqui pra ler a resenha algum dia. ;)

Lagerthinha pra representar as manas. Fonte: Tobias Goldschalt – Reprodução

Bem, eu já andava de olho em Mulheres Perigosas desde que a Leya anunciou a publicação aqui no Brasil. Gosto de contos, adoro ver pessoas diferentes trabalhando um mesmo tema e simpatizei muito com o trabalho de Martin e Gardner Dozois em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias. Antologias são oportunidades muito boas de conhecer novos autores sem precisar se comprometer com calhamaços ou séries de 10 livros. É como um aperto de mão educado e um flerte na mesa do bar.

Se isso já não fosse motivo suficiente para se interessar pela obra, a temática do livro apela ainda mais fundo para o meu coração: mulheres perigosas. Então quer dizer que eu vou juntar um punhado de autores incríveis (entre eles Martin, Sanderson e Gabaldon, que são mui admirados aqui no blog) e vou colocar todos eles para me contar histórias protagonizadas por mulheres fortes e complexas? Como eu poderia não querer ler isso?

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Segurando (e talvez explodindo) forninhos com Nimona

O texto a seguir pode conter spoilers de: Nimona. Depois não diga que eu não te avisei…

Que tal começar o mês de março com uma história escrita e protagonizada por mulheres dentro de um dos setores mais machistas da literatura? Hoje é dia de falar da Noelle Stevenson. Hoje é dia de Nimona.

Fonte: Host Geek – Reprodução

Ouvi falar da Noelle pela primeira vez em 2015, graças à sua aclamada parceria em Lumberjanes e por causa do projeto gráfico para a capa de Fangirl, livro da Rainbow Rowell. Só mais tarde fui descobrir que ela também era responsável pela criação da Iniciativa Hawkeye, um projeto que reúne fan arts de super heróis nas mesmas posições sexualizadas que as super heroínas para mostrar, entre muitas risadas, o quanto esse costume é babaca e sem sentido.

Dá para perceber, então, que o trabalho de Noelle é permeado pelo humor enganadoramente inocente e pela representatividade, quase que suas marcas registradas. E poxa, vencer no mundo dos quadrinhos com essas duas características e ainda recém formada na faculdade é algo digno de nota. Em 2015, com apenas 23 anos de idade, Stevenson ganharia o prêmio Eisner, que é quase o Oscar para os quadrinhos americanos.

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Clichê ou não clichê: eis a questão

Se você quiser ver um autor sair correndo de uma sala, é só falar a palavra “clichê” em voz alta.

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Não tem erro, o pobre coitado certamente agarrará seus pertences e partirá em fuga, sem nem olhar para trás. Junto a “plágio” e “deus ex machina“, o clichê compõe a trindade do mal que habita nossos piores pesadelos.

Estamos, definitivamente, numa época de caça ao clichê.

Mas será que a gente realmente o odeia? Será que ele é mesmo um atestado de incompetência para o autor? Ou será que estamos entendendo tudo errado?

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Labirinto: significados e a magia nos anos 80

O texto a seguir pode conter spoilers de: Labirinto. Depois não diga que eu não te avisei…

“Rei dos Duendes!
Rei dos Duendes!
Quero que seja assim:
Venha e leve esta criança
Para bem longe de mim!”

Fonte: The Odyssey Onlin – Reprodução

Como já bem dizia  C.S. Lewis, uma história infantil que só pode ser apreciada por crianças não é de maneira alguma uma boa história infantil. Labirinto, filme de 1986 concebido e produzido por Jim Henson, está longe de agradar apenas aos telespectadores mirins.

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