Locke Lamora – nosso malvado favorito

O texto a seguir pode conter spoilers de: As Mentiras de Locke Lamora. Depois não diga que eu não te avisei…

Quando eu era criança, não me importava muito com o tipo de lição que um livro poderia me ensinar ou com quais aprendizados poderiam surgir de uma história. Eu apenas desejava que o enredo me cativasse, que me fizesse rir e querer participar da aventura junto aos personagens. Me sentir no meio da ação. Lógico que eu acabaria aprendendo várias coisas úteis no caminho, mesmo que inconscientemente, mas este não era o objetivo principal.

Com o tempo, comecei a focar mais em livros que continham críticas a algum aspecto social ou ideológico, que mostravam novos pontos de vista ou culturas. Abria exceções apenas para os romances de época (um efeito colateral de quem lê Jane Austen) e para os épicos de fantasia/cavalaria (me pergunto até hoje o que diabos vi em Eragon).

Mas aí dei de cara com As Mentiras de Locke Lamora, primeiro volume da série Nobres Vigaristas do Scott Lynch. E pude lembrar como é bom poder se perder de vez em quando nas páginas de uma boa história. De virar criança de novo. E de ter um novo malvado favorito.

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com - Reprodução

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com – Reprodução

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Procrastinação e criptomnésia literária

As coincidências da vida são muito engraçadas. Na mesma semana em que só faltei arrancar os cabelos para produzir um texto com prazo definido, e por isso também tive de atrasar bastante as postagens por aqui, acabei me deparando com dois artigos excelentes sobre procrastinação e criptomnésia no mundo literário (leia aqui e aqui). Quer assunto melhor pro post de hoje?

Mas primeiro, vamos por partes. Começando pela procrastinação. Taí o George Martin que não me deixa mentir: a procrastinação na hora de produzir conteúdo deve atingir uns 9 a cada 10 escritores. E isso em qualquer formato literário: dos quadrinhos às monografias de faculdade, dos romances de banca aos roteiros de cinema. A pura visão de uma página em branco parece exercer tamanha aversão que cria uma vontade inexplicável de fazer qualquer coisa bem distante da tarefa de escrever, mesmo que essa coisa não tenha relevância alguma para nossas vidas. Sabe quando você senta na mesa para escrever algo, mas descobre que só poderá se concentrar depois de arrumar toda a sua bancada, fazer um lanche, levar o cachorro pra passear e reordenar suas músicas no iTunes? E mesmo quando você se força a começar, fica parando a cada cinco minutos pra dar uma olhada no Facebook? Pois é, isso é procrastinar… E você definitivamente não está sozinho.

"Não existem limites para o que você pode realizar quando você supostamente deveria estar fazendo outra coisa" Fonte: someecards.com - Reprodução

“Não existem limites para o que você pode realizar quando supostamente deveria estar fazendo outra coisa.” Fonte: someecards.com – Reprodução

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Aviso: Concurso Brasil em Prosa

O Concurso Brasil em Prosa, organizado pela Amazon em parceria com O Globo e a Samsung, visa premiar os melhores contos nacionais disponibilizados em sua plataforma de ebooks. A iniciativa também tem como objetivo popularizar o novo programa de aluguéis de arquivos digitais, o Kindle Unlimited (já comentamos sobre ele aqui) e fomentar o mercado dos autores independentes.

E claro, o TBS resolveu participar. Sabe como é, né…aquele comichão nos dedos que não deixa os escritores, profissionais ou não, ficarem parados.

Depois de muito trabalho e revisões – o limite de 6 mil caracteres imposto pela competição quase me fez arrancar os cabelos – consegui colocar no papel uma ideia que já rondava minha mente há alguns meses. Assim nasceu “Chaga”, que já está disponível para compra na Amazon pelo valor de R$1,99. Para clientes Kindle Unlimited o livro sai de graça. Agradeço demais todos os amigos que me ajudaram nessa empreitada!

Capa do Conto "Chaga"

Capa do Conto “Chaga”

“Sob o olhar atento de um pássaro, o cortejo fúnebre segue seu caminho. Que revelações estarão guardadas na mente de Chaga? Suas reflexões questionam o papel dos seres e a própria condição da natureza humana.”

A escolha dos 20 finalistas deve ocorrer no final de agosto. Conto com o apoio de vocês!


11 dicas sobre arco e flecha que todo autor deveria saber

Arqueiros sempre ocuparam um lugar especial em nossos corações. O estereótipo é um dos mais famosos na fantasia medieval, perdendo talvez apenas para o cavaleiro de espada e o mago. Não é preciso nem pensar muito para lembrar um bom número de arqueiros presentes na cultura pop, muitos vivendo nos dias de hoje seus anos dourados de fama: Legolas, Merida, Katniss Everdeen, Robin Hood, Hawkeye…

Essa fascinação ocorre porque o arco e flecha possui um apelo dramático único quando inserido na narrativa. Ao contrário do combate corpo a corpo, vigoroso e imediato, o momento da flechada exige calma e concentração. Então, enquanto a adrenalina da espada é explosão física, ação, a adrenalina do arqueiro é contida, fria e calculada. Cenas de arco e flecha dão aquele frio na barriga, aquele silêncio sepulcral onde o tempo parece ficar suspenso. Quem nunca vibrou com uma descrição de meia página sobre o momento em que o herói estica a corda do arco, se concentra e faz a mira, enquanto prendemos a respiração junto a ele num instante recheado de tensão?

Ao mesmo tempo, o arco e flecha pode se tornar bastante dinâmico quando combinado à outras atividades, trazendo mais possibilidades para o personagem. Flechas podem ser utilizadas para caçar, içar cordas, apoiar escaladas, vencer torneios de tiro ao alvo. Em batalha, serve para criar ótimas estratégias de cerco.

Fonte: archery360.com - Reprodução

Fonte: archery360.com – Reprodução

(Se você for um Legolas da vida, serve também para trucidar olifantes…)

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