Literatura Gourmet?

Lembra quando surgiram os primeiros ebooks? Lembra quando o Kindle ficou popular? Ou quando você achou um PDF de graça daquele livro que estava precisando ler para um trabalho?

Todo mundo começou a anunciar que estávamos vivendo o fim dos livros de papel. Que as pessoas só queriam saber das redes sociais agora, e que não tinham mais tempo pra ler e nem espaço pra manter um livrão de 500 páginas em casa. Que livro de papel seria coisa de escola, biblioteca pública ou, no máximo, daqueles colecionadores excêntricos que gostam de sentir o cheiro de papel e tinta. Os livros iam perder a batalha contra os ebooks, e iam entrar em extinção.

Mas não é bem isso que está acontecendo…

"E ainda disseram que eu estava na pior..." Tumblr - Reprodução

“E ainda disseram que eu estava na pior…” Tumblr – Reprodução

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Nada se cria, tudo se copia

Quem já teve que assistir alguma aula sobre Literatura, sabe que tudo nessa vida são fases. Barroco, Romantismo, Realismo, Arcadismo… parece que de uma hora pra outra as referências convergem e todo mundo passa a escrever parecido.

E é claro que as fases não se restringiram aos livros de História. Elas existem até hoje, regidas pelos acontecimentos históricos e uma espécie de “consciência coletiva”, que nos influencia subconscientemente.

Porém, toda vez que cumpro o ritual semanal de esgotar os anúncios online das livrarias (à procura do livro ideal na promoção mais ideal ainda), sinto que as coisas estão indo um pouco além. O crescimento do interesse pelos livros, que é um fenômeno maravilhoso, capaz de gerar autores-celebridade-milionários, também está criando uma triste cultura do lucro a qualquer custo.

Parece que, quando algum livro inovador alcança seu lugarzinho ao sol, as editoras começam uma guerra para ver quem será a próxima a se aproveitar do lucrativo novo filão do mercado. As obras estão cada vez menos “inspiradas em” ou “referenciadas por” e se tornando apenas “mais do mesmo”.

Giphy.com - Reprodução

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Pequenas covardias literárias

O texto a seguir pode conter spoilers de: Jogos Vorazes, As Crônicas de Nárnia, Crepúsculo, O Hobbit. Depois não diga que eu não te avisei…

Já que o post anterior puxou o assunto, continuaremos divagando sobre as decisões autorais ao incluir a morte de personagens em suas obras.

Sabe, por mais triste que seja quando algum personagem que nos é querido passa dessa para uma melhor, imagino que, para os autores, a perda se torne duas vezes mais dolorosa. Afinal, a decisão é inteiramente deles. Como deuses de seus pequenos mundos, cada escritor se torna responsável pela sina de sua criação. E é preciso bastante coragem para guiar um enredo de forma convincente (até porque, no outro dia fãs histéricos vão lotar sua caixa de email de reclamações). Mas hoje não vamos falar sobre coragem. Vamos falar sobre “covardia autoral”. Por isso, nada de George Martin pra vocês, HA!

Ao inserir uma morte na trama, podemos nos deparar com dois problemas: a falta de coragem para se despedir do personagem e a falta de coragem para tornar algum outro personagem um assassino.

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Por que meus personagens favoritos estão morrendo?

O texto a seguir pode conter spoilers de: Game of Thrones, Jogos Vorazes. Depois não diga que eu não te avisei…

Se você acompanha as principais sagas literárias da atualidade, deve possuir uma caixinha de lenços de papel na cabeceira da cama. Afinal, eles estão se tornando cada vez mais necessários: é só virar a página e provavelmente mais algum Stark morreu. Você sente saudades daquela época em que podia se sentir seguro lendo seu livro favorito, pois não importava se o protagonista estava atravessando a rua ou escalando o monte Everest: ele era um protagonista e jamais deveria morrer.

A fama de George Martin como um grande carrasco de seus leitores até que é bem merecida. Já aconteceram 284 mortes somente nos cinco primeiros volumes da saga e mais de 5000 mortes no seriado.

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