Mas e o tal steampunk?

Brian Kesinger - Reprodução

Brian Kesinger – Reprodução

Vejo muita gente interessada no termo steampunk ultimamente. Mas apesar do tema estar ganhando espaço nas livrarias e no gosto popular, poucas pessoas realmente conhecem suas bases históricas.

O steampunk surgiu como um subgênero literário, uma das ramificações da ficção científica. Suas narrativas abordam universos alternativos onde a tecnologia é muito mais avançada do que a disponível para a época. Mais ou menos como vemos nos Flinstones. Porém, o steampunk, como já sugere o nome, foca sua atenção para a era do motor a vapor, o auge do período vitoriano britânico, entre 1837 e 1901.

O Goodreads define o steampunk através do slogan “Como teria sido o passado se o futuro tivesse acontecido mais cedo”. Ou seja, invenções modernas como robôs, computadores, submarinos e radares funcionariam à base de vapor, óleo, engrenagens, alavancas e carvão. Por isso, podemos chamar o estilo de “retro-futurista” (palavrinha contraditória essa, eu sei). No gênero steampunk, o vapor se consolida com tanta força como a principal fonte de energia que não sobra muito espaço para o desenvolvimento da eletricidade. O que não impede que a ciência esteja em pleno auge criativo.

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5 autores de uma fórmula só

Sabe aquele escritor que vende que é uma maravilha e que tem um monte de sucessos publicados mas que você só precisa ver o nome na capa pra saber do que se trata a história? Pois bem, o post de hoje é dedicado a eles, nossos 5 maiores best-sellers de uma fórmula só.

É importante destacar que estar nessa lista não significa necessariamente que o autor seja ruim ou que seus livros não mereçam ser lidos. Longe disso. Apenas que são escritores previsíveis em seus enredos.

Ser um autor de fórmula só também é diferente de criar um universo próprio ou achar um nicho literário. Sabemos que Tolkien escreveu inúmeros títulos explorando a Terra Média, assim como Terry Pratchet com a série Discworld. Mas estes livros fazem parte de um todo, de um legado que legitima o trabalho do autor. Cada livro da Terra Média complementa algum aspecto do universo e explora algo novo. O mesmo para Agatha Christie e Edgar Allan Poe, que se consagraram escrevendo sempre sobre os mesmos temas, mistérios policiais ou tramas cercadas pelo mórbido. Isso não é ser repetitivo, é apenas explorar um nicho que lhe agrade, onde se possa demonstrar talento. No entanto, cada uma das histórias se desenvolve de maneira diferente. Assim como as histórias de Julio Verne, aventuras que deram as bases para o steampunk mas que carregam cada uma sua individualidade.

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A Criação – Terra Média vs Nárnia

O texto a seguir pode conter spoilers de: O Sobrinho do Mago, O Silmarillion. Depois não diga que eu não te avisei…

Não é novidade pra ninguém que J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis eram grandes amigos. Mais que isso, serviram de suporte um ao outro, em tempos difíceis de guerra e perdas. Suas obras refletem grande parte dessa convivência, em uma influência mútua.
Por isso, apesar de terem criado universos bem distintos e independentes, tanto Tolkien quanto Lewis sentiram a necessidade de explicar a criação de seus mundos a partir de suas próprias visões morais e religiosas. Repletos de simbolismos, os surgimentos de Terra Média e Nárnia são pontos altos na narrativa dos autores.

Antes de mais nada, é importante ter em mente que, apesar de terem visões semelhantes, Tolkien e Lewis tinham motivações diferentes. Enquanto a religiosidade de Lewis é centrada na redenção (Lewis havia negado sua fé, alguns anos antes, após perder a mãe ainda jovem para um câncer), Tolkien é absorvido pela natureza e pela espiritualidade (fruto de seu nascimento na África do Sul e de sua infância predominantemente rural). E como filho de peixe, peixinho é, os livros seguem o mesmo caminho.

Tolkien e Lewis - Fonte: http://www.thewrap.com/tolkien-lewis-why-i-chose-to-tell-this-fascinating-story-guest-blog/

Tolkien e Lewis – Fonte: http://www.thewrap.com/tolkien-lewis-why-i-chose-to-tell-this-fascinating-story-guest-blog/

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TBS entrevista: Vinícius Fernandes (A. Wood)

“Essas criaturas malditas existem. São tão reais quanto qualquer pessoa. Elas existem, estão entre nós, e eu odeio todas elas. Quero vê-las mortas, torturadas, dizimadas. Estou aqui apenas para isso. Aniquilá-las uma por uma.”

Editora Selo Jovem - Reprodução

Editora Selo Jovem – Reprodução

Nascido em São Paulo e formado em Tradução e Interpretação pela Universidade São Judas Tadeu, Vinícius Fernandes é autor do livro Graham – O Continente Lemúria, que assina sob o pseudônimo de Adam Wood. A obra é um dos destaques de vendas da Editora Selo Jovem, e vem cativando os leitores ao contar a história do caçador de vampiros Peter Graham, designado a assassinar um lobisomem por quem acaba se apaixonando.

Simpático e super acessível, Vinícius aceitou contar um pouco sobre o seu trabalho e sobre como é viver o sonho de ser escritor e adentrar o mercado literário (o que envolve muito trabalho duro e dedicação).

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