A Casa do Lago: reparação, famílias complicadas e uma boa dose de mistério

Eu vou tentar, pela fé, escrever uma resenha sem spoilers. Não que eu me importe em colocá-los no texto (desde que devidamente sinalizados), mas sim porque estou vindo de uma longa sequência de livros onde saber 1% a mais que o necessário sobre a trama pode arruinar a sua experiência de leitura. Então vou tentar manter você no escuro, está bem? Vem comigo:

Fonte: saletadeleitura – Reprodução

Quando recebi a newsletter com os lançamentos do mês da Arqueiro, não precisei pensar muito sobre qual livro requisitar. Meu sexto sentido apitava como louco para A Casa do Lago, e eu sabia que havia elementos ali capazes de me conquistar. O que é engraçado considerando que o TBS é um blog voltado ao gênero da fantasia. Em minha vida, raramente li romances policiais (posso contá-los nos dedos). No máximo os mistérios infanto-juvenis da série Vaga-Lume e um ou outro da Agatha Christie/Conan Doyle. Então porque diabos tomei essa decisão com tanta certeza?

Bem, a primeira coisa que me chamou atenção foi Alice Edevane, personagem central da história. Na década de 30, Alice acalentava o sonho de ser uma escritora. Aos 16 anos, porém, seus devaneios infantis nem sempre correspondiam com a realidade (vale lembrar que, naquela época, ter 16 anos ainda significava ser bastante protegida e conhecer pouco do mundo). Não que a jovem Alice soubesse disso…para ela, a vida encaixava-se perfeitamente em suas histórias, em suas tramas de romance e mistério. Até aquela noite. A fatídica noite que mudaria o destino dos Edevane para sempre.

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