Vamos todos parar e apreciar O Conto da Aia

Margaret Atwood é uma diva. Uma baita escritora. Um ícone. Chega dá um friozinho aqui na espinha ter a responsabilidade de escrever sobre ela hoje com palavras que, tenho certeza, não farão jus a 10% do que ela merece. Mas tudo bem, vamos tentar (o texto vai conter alguns spoilers, tá bem?)

Fonte: Quartz – Reprodução

Conheci Margaret Atwood primeiro por seu nome, por sua fama e por suas maravilhosas entrevistas. E recentemente, com a estreia da adaptação para a tv, parece que o mundo inteiro não consegue falar sobre outra coisa que não O Conto da Aia. Pode-se dizer que Margaret “estourou de novo”, mostrando-se tão atual em seu romance distópico de 1985 quanto as notícias que vemos nos jornais.

O Conto da Aia foi o último livro que li em 2017 e foi também aquele que me deixou com a maior ressaca literária do ano. Não por ter sido uma leitura densa ou arrastada, mas porque seu conteúdo é um belíssimo de um tapa na cara, daqueles doloridos porém necessários e que te fazem acordar pra vida (não que eu esteja recomendando que você leve um tapa literal na cara, obviamente). E, pra mim, quando um autor ou autora consegue, através de palavras impressas, tocar tão a fundo pessoas distantes no tempo e espaço, é como se este operasse um pequeno milagre.

O Conto da Aia é um daqueles livros que vou levar pra vida, que ficará marcado em mim como uma tatuagem e, sei bem, me virá à mente vez ou outra, servindo como paralelo para diversas situações do cotidiano. Precisei de dias para digeri-lo, para absorver tudo o que eu havia lido, para internalizar as sensações e começar a escrever essa resenha.

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