Vale a pena ler Julia Quinn?

Já fazia um bom tempo que eu queria escrever sobre a Julia Quinn aqui no TBS. Para além da fantasia, sempre tive um fraco por romances históricos, e Julia Quinn acabou ocupando um lugarzinho de destaque na minha estante e no meu coração.

Fonte: maisqinerds – Reprodução

Sem contar as histórias leves e divertidas, daquelas leituras para aproveitar em casa de pijama, achava a técnica narrativa da Quinn muito interessante: ela é alguém que realmente fez seu dever de casa, tanto comercialmente quanto artisticamente falando.

Porém, e isso acontece com mais frequência do que eu gostaria, recebo alguns olhares tortos quando expresso meu amor pelos livros açucarados da tal autora americana. É como se o gênero do romance, principalmente o romance histórico, com suas cenas de chá quentinho e bailes de gala, fosse considerado uma “forma inferior” de literatura. Como se o gênero contasse apenas com histórias comerciais e clichês programados para capturar mocinhas incautas e sonhadoras pelo pé. Ou, como ouvi certa vez: não gosto deste tipo de livro porque prefiro histórias que me façam pensar.

Ouch.

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Darcy que me perdoe, mas por Thornton até Elizabeth levaria uma pedrada

O texto a seguir pode conter spoilers de: Norte e Sul, Orgulho e Preconceito. Depois não diga que eu não te avisei…

Fonte: Martin Claret e moviewatchersguide.wordpress.com

Fonte: Martin Claret e moviewatchersguide.wordpress.com

A frase título deste post é uma adaptação a uma frase que li de uma fã de Norte e Sul. Nunca pensei, em minha vidinha de leitora compulsiva, que algum livro fosse capaz de desbancar Orgulho e Preconceito dentro do meu ranking de melhores romances de todos os tempos. Mas isso foi antes de eu ler Norte e Sul.

Resolvi apostar nesse livro desde que a Martin Claret lançou uma versão capa dura de cair o queixo, em 2015, e também influenciada pela penca de comentários positivos que sempre escutei dentre as amantes de romances vitorianos.

Chega a ser impressionante o quanto um livro publicado em 1854 pode evocar tanta paixão por seus personagens, e também tantos debates pertinentes sobre a situação do capital e do proletariado. Parece que Gaskell, assim como Austen, descobriu uma forma atemporal de contar histórias. Não importa se vivemos no século XIX ou na era da internet, Norte e Sul ainda será um diálogo atual. E Mr. Thornton ainda será o mocinho dos seus sonhos.

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Emma, um caso de não tão amor assim

O texto a seguir pode conter spoilers de: Emma. Depois não diga que eu não te avisei…

Comecei a ler Emma com a expectativa lá nas alturas. Quem me conhece sabe que sofro de uma irremediável e açucarada queda por romances de época… Até hoje bato palminhas quando Mr. Darcy ajuda Elizabeth a subir na carruagem e posso assistir Stardust quantas vezes você quiser sem nem piscar. O fato é que eu estava super preparada para suspirar um bocado e deixar o navio do ship vagar completamente solto em mar aberto.

Fonte: janeausten.com

Fonte: janeausten.com

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Quando Austen encontra Aidan

O texto a seguir pode conter spoilers de: Orgulho e Preconceito, An Assembly Such as This. Depois não diga que eu não te avisei…

“For a few breathless heartbeats, Town and Country took stock of each other and rushed to a dizzying variety of conclusions.”

Pamela Aidan nasceu na Pensilvânia em outubro de 1953. Amante dos livros, formou-se na Universidade de Illinois e trabalhou como bibliotecária por cerca de 30 anos. Jane Austen sempre esteve presente em sua vida: Orgulho e Preconceito ganhou o posto de romance favorito ainda durante o ensino médio.

Eis que, em 1995, enquanto a BBC exibia a minissérie Pride and Prejudice (aquela com o Colin Firth), uma ideia começou a se formar na mente de Aidan: como seria a história de Orgulho e Preconceito se esta fosse contada a partir do ponto de vista de Darcy?

Foi assim que, alguns anos depois, surgiu a trilogia “Fitzwilliam Darcy, Gentleman”, uma cuidadosa releitura do romance criado por Austen. A série é composta pelas obras “An Assembly Such as This”, “Duty and Desire” e “These Three Remain”, que acabei conhecendo após uma matéria que elegia as melhores adaptações e spin-offs de Orgulho e Preconceito (você pode ver a lista completa clicando aqui).  O post de hoje será focado no primeiro volume da coleção, que infelizmente ainda não está disponível para o português… Bora ver isso aí, né, editoras?

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ - Reprodução

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ – Reprodução

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