A Mitologia Nórdica de Neil Gaiman

“É tão difícil escolher um universo favorito de lendas e mitos quanto se decidir por um prato favorito (em algumas noites queremos comida tailandesa, em outras, sushi, e às vezes só conseguimos pensar na comida caseira e simples da nossa infância). Mas, se eu tivesse que escolher um, provavelmente seria o dos mitos nórdicos.”

Fonte: northmen-themovie.com – Reprodução

Eu tento manter uma ordem de precedência entre os livros que trago para a estante. Sempre juro que lerei os mais antigos antes dos mais novos, para que não fiquem lá abandonados, muitas vezes ainda reclusos em suas embalagens plásticas. Mas como acredito piamente em receber histórias no exato momento em que estou precisando escutá-las, vira e mexe dou de ombros e acabo jogando a ordem de precedência para o alto.

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Quem são as Mulheres Perigosas? (+SORTEIO)

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mulheres Perigosas. Depois não diga que eu não te avisei… Caso você queira participar do sorteio sem que eu estrague toda a surpresa de ler o livro, basta rolar a página até o final do post e fazer promessa do mindinho de que vai voltar aqui pra ler a resenha algum dia. ;)

Lagerthinha pra representar as manas. Fonte: Tobias Goldschalt – Reprodução

Bem, eu já andava de olho em Mulheres Perigosas desde que a Leya anunciou a publicação aqui no Brasil. Gosto de contos, adoro ver pessoas diferentes trabalhando um mesmo tema e simpatizei muito com o trabalho de Martin e Gardner Dozois em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias. Antologias são oportunidades muito boas de conhecer novos autores sem precisar se comprometer com calhamaços ou séries de 10 livros. É como um aperto de mão educado e um flerte na mesa do bar.

Se isso já não fosse motivo suficiente para se interessar pela obra, a temática do livro apela ainda mais fundo para o meu coração: mulheres perigosas. Então quer dizer que eu vou juntar um punhado de autores incríveis (entre eles Martin, Sanderson e Gabaldon, que são mui admirados aqui no blog) e vou colocar todos eles para me contar histórias protagonizadas por mulheres fortes e complexas? Como eu poderia não querer ler isso?

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O Principe de Westeros: por que amamos o bom canalha?

Andei tentando desenferrujar minha escrita essa semana, trabalhando em algumas ideias aqui e ali. E nessa vibe de criar enredos curtos, achei que seria uma boa ideia dar uma olhada no Príncipe de Westeros e Outras Histórias, a coletânea de contos organizada pelo George Martin e cuja leitura eu andava postergando.

Imaginei que o livro poderia me ajudar a extrair uma espécie de fórmula mágica sobre como escrever um bom conto. Ou ao menos, sobre que tipo de coisa é responsável por fazer de um conto um bom conto. Mas não foi bem isso que eu encontrei.

Fonte: chasestone.deviantart.com - Reprodução

Daemon Targaryen oferece sua coroa. Fonte: chasestone.deviantart.com – Reprodução

Não é que eu não tenha dado de cara com textos de qualidade, pelo contrário, mas O Príncipe de Westeros é uma obra tão diversa que a única conclusão a que cheguei foi a de que todas as regras podem (e devem) ser quebradas de vez em quando.

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TBS entrevista: Ridículas Cartas de Amor

Sofrer por amor, quem nunca?

A proposta da Antologia Ridículas Cartas de Amor é bem interessante: reviver os maiores clichês românticos sob nova roupagem, num viés inclusivo, atual e sobretudo humano. São 13 contos que percorrem cada recanto desse sentimento tão antigo e revelador. Afinal, acompanhar o desenrolar dessas histórias é também perceber o que nos forma como pessoas, nossas sutilezas e temores.

"Todas as cartas de amor são ridículas" Fonte: richardandnamaste.com - Reprodução

“Todas as cartas de amor são ridículas” Fonte: richardandnamaste.com – Reprodução

No caso de antologias, costumo fazer uma resenha em formato de entrevista, pois é quase impossível falar sobre histórias de três ou quatro páginas sem praticamente entregar o enredo inteiro. Até porque, acho mais bacana discutir sobre as ideias que originaram a temática da coletânea. Com Ridículas Cartas também seguiremos este modelo, mas com uma pequena alteração.

Achei que uma só voz não seria o suficiente pra representar uma obra tão plural. Então acabei convidando várias das autoras para uma espécie de “mesa redonda”. Nosso foco seria tentar definir conceitos e compreender os fatores que fizeram o Ridículas Cartas adquirir a cara e a personalidade que o livro apresenta hoje. Muitas das participantes são também colegas minhas do Valquírias (incluindo a Marcia, organizadora da antologia e meu braço direito nessa empreitada), e por isso foi um prazer enorme poder ouvir um pouco mais da opinião de cada uma delas.

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