Here be Dragons – vamos falar sobre dragões

Desde que li o segundo livro da série Temeraire, da Naomi Novik, tenho andado às voltas com um tópico bem querido para os leitores de fantasia: dragões. Um assunto que só fez crescer com a chegada de mais uma temporada de Game of Thrones.

Fonte: mikeazevedo.deviantart.com - Reprodução

Fonte: mikeazevedo.deviantart.com – Reprodução

Pensava eu: quase todas as culturas, em algum ponto de sua História, chegaram ao conceito do dragão. Um conceito que converge. É como se o dragão fosse uma das mais antigas e proeminentes criaturas folclóricas de todos os tempos, encontrada nas bandeiras chinesas, nas armaduras medievais, nos escudos vikings, nos símbolos de realeza do Vietnã. E ao mesmo tempo, se é tão difundido, como poderia ser uma figura tão flexível?

Se pensarmos em outros seres fantásticos, veremos que sua caracterização é bem delimitada. Um unicórnio sempre será, de modo geral, um equino com um chifre único, costumeiramente branco. Um vampiro (mesmo os que brilham no Sol e nos matam de vergonha) sempre será um ser que se alimenta de sangue. Embora existam variações, a criatura mantém certos traços.

Mas e o dragão? O que faz de um dragão…um dragão?

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O que aconteceu com Eragon?

O texto a seguir pode conter spoilers de: Eragon. Depois não diga que eu não te avisei…

Andei lendo Eragon, do Christopher Paolini, primeiro livro da série A Herança. Ok, sabemos que ele não é assim uma obra-prima da fantasia épica pra competir de igual para igual com Tolkien, Martin ou Pullman. É aquele livro pra relaxar num final de semana de preguiça no sofá, dar umas risadas e ser feliz porque você adora dragões (e quem não gosta?). E para esse propósito, a história serve bem.

No entanto, Eragon nunca alcançou o destaque que se esperava dele, o que sempre me intrigou.

Fonte: https://frankiecarroll.wordpress.com/2014/06/28/my-first-post-is-about-eragon/ - Reprodução

Fonte: https://frankiecarroll.wordpress.com/2014/06/28/my-first-post-is-about-eragon/ – Reprodução

Calma, calma. Sei que ele realmente vende bem e que seus fãs são numerosos. Mas não consigo enxergar o mesmo hype que tivemos com Game of Thrones ou até mesmo o que estamos vendo surgir com A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Rothfuss. A adaptação cinematográfica dispensa comentários: fracasso de crítica, nunca teve continuação.  Apesar do livro ser constantemente lembrado e já ser considerado um clássico da fantasia, permanece sempre confinado na seção “infanto-juvenil”. Um épico sem grande pretensão.

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