Bem e Mal – uma linha tênue

O texto a seguir pode conter spoilers de: Senhor dos Anéis, Harry Potter, Game of Thrones. Depois não diga que eu não te avisei…

Ao contrário das fábulas que estamos acostumados a ler durante a infância, os arquétipos de mocinho e bandido nem sempre estão claros na vida real. Dentro do nosso mundo, não é tão fácil julgar quem é fada madrinha e quem faz o papel da madrasta má.

E mesmo nas histórias infantis, as divisas entre bem e mal podem ser tênues. Taí o Shrek, um ogro inicialmente temido mas com coração de ouro, que não me deixa mentir.

Por isso, apesar de que muitas coisas podem ser representadas e compreendidas como dualidades (bem-mal, dia-noite, frio-calor, amor-ódio…), é melhor enxergar a vida sob o ponto de vista do Yin Yang.

Yin Yang Fonte: @moni158 DeviantArt - Reprodução

Yin Yang Fonte: @moni158 DeviantArt – Reprodução

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Consequências dos diferentes POVs

Muito se fala sobre a questão do POV (point of view) nos livros, quando a história é contada através do ponto de vista dos próprios personagens. E muitas são também as histórias que utilizam o artifício, surgindo aos montes nas prateleiras. Parece até um estilo recorrente dos últimos anos, sobretudo dentro da literatura juvenil.

Fonte: baloocartoons.com - Reprodução

“Tentem ver as coisas sob o meu ponto de vista.” Fonte: baloocartoons.com – Reprodução

Mas antes de tentar explicar os prós e contras dessa forma de escrita, é preciso entender o que de fato são POVs.

Não são uma coisa nova: existem, digamos, desde que mundo é mundo. Toda história, seja ela qual for, é contada sob um POV. A pergunta a ser feita é: ponto de vista de quem?

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A maldição do primeiro capítulo

Não importa se você está escrevendo um livro, uma crônica, uma redação ou aquele cartão de Natal pros parentes. A pior cena de horror para qualquer escritor é sempre a mesma: a maldita tela em branco. O cursor piscando sem parar no cantinho da folha, desafiando sua capacidade de começar.

Você se prepara, limpa a mesa, alonga os braços, bebe um copinho d’água e digita a primeira palavra. Não, melhor apagar. Depois de pensar por uns cinco minutos, resolve finalmente escrever uma frase completa. Mas não sei, essa frase não tem o impacto que você estava procurando… Melhor apagar também. Pelo visto, apesar de a história estar toda na sua cabeça, aquilo que irá tirar seu sono será mesmo o parágrafo inicial.

E o cursor continua ali piscando, rindo da sua cara.

Maldito! - Fonte: http://www.functionx.com/word/Lesson03.htm - Reprodução

Maldito! – Fonte: http://www.functionx.com/word/Lesson03.htm – Reprodução

Mas afinal, porque é tão difícil vencer a maldição do primeiro capítulo? E porque as palavras que iniciam uma história são tão importantes?

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