Deuses Americanos: viajando de carro pela mente de Neil Gaiman

O texto a seguir pode conter spoilers de: Deuses Americanos. Depois não diga que eu não te avisei…

Como fã de Neil Gaiman, eu estava devendo a leitura de Deuses Americanos, um livro que eu até então relutava em tirar da estante e protelava para um futuro que sabe-se lá quando ia chegar. Mas, com o anúncio da adaptação para um seriado e a passagem do ano novo (aquela época em que a gente ainda tenta cumprir as metas direitinho), pensei que o universo havia finalmente aberto uma janela de oportunidade para mim: era hora de conhecer Deuses Americanos.

Fonte: coalrye.deviantart.com – Reprodução

A leitura foi densa, pesada, consumiu todas as minhas forças. Levei uns bons dias para concluir e, quando finalmente terminei, ainda passei mais outros tantos dias de ressaca literária, apenas digerindo a história.

Falando assim, parece até que não gostei de Deuses Americanos. O que é uma mentira: eu amei o livro. É só que Deuses Americanos não é nem de longe um livro fácil.

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O Principe de Westeros: por que amamos o bom canalha?

Andei tentando desenferrujar minha escrita essa semana, trabalhando em algumas ideias aqui e ali. E nessa vibe de criar enredos curtos, achei que seria uma boa ideia dar uma olhada no Príncipe de Westeros e Outras Histórias, a coletânea de contos organizada pelo George Martin e cuja leitura eu andava postergando.

Imaginei que o livro poderia me ajudar a extrair uma espécie de fórmula mágica sobre como escrever um bom conto. Ou ao menos, sobre que tipo de coisa é responsável por fazer de um conto um bom conto. Mas não foi bem isso que eu encontrei.

Fonte: chasestone.deviantart.com - Reprodução

Daemon Targaryen oferece sua coroa. Fonte: chasestone.deviantart.com – Reprodução

Não é que eu não tenha dado de cara com textos de qualidade, pelo contrário, mas O Príncipe de Westeros é uma obra tão diversa que a única conclusão a que cheguei foi a de que todas as regras podem (e devem) ser quebradas de vez em quando.

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Guest Post: Dias da Meia-Noite com o Leandro do Drunkwookie

(O texto de hoje é especial. Numa colaboração pra lá de bem vinda, o Leandro topou fazer um guest post para o TBS. Para quem não conhece, ele é o responsável por trazer o Drunkwookie à vida, é quase um padrinho do blog, é fã incondicional do Neil Gaiman e tem uma vasta experiência com quadrinhos. Quem mais eu poderia trazer para falar sobre Dias da Meia-Noite? ¯\_(ツ)_/¯)

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Fonte: Drunkwookie – Reprodução

Me admiro ao ver como as coisas são… Há alguns anos eu criava o Drunkwookie. Um blog criado única e exclusivamente para falar sobre o final de A Dança dos Dragões. Não imaginei que escreveria mais de três ou quatro posts.

Mas a coisa foi ficando seria, eu fui me empolgando e escrevendo sobre assuntos que amo. E olha só, hoje estou escrevendo posts para um outro blog. Um blog que tive o prazer de acompanhar desde sua criação e que é um dos meus favoritos.

Não me recordo se o convite surgiu da Fernanda, ou se eu me convidei para escrever para o Bookworm. De qualquer forma, aqui estou!

Os leitores do Drunkwookie sabem o quanto sou fã de Neil Gaiman e o quanto esse escritor britânico me inspirou, em vários aspectos da minha vida. Se hoje escrevo, Neil Gaiman tem sua parcela de culpa.

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#LendoSandman – Despertar

O texto a seguir pode conter spoilers de: Sandman – Despertar. Depois não diga que eu não te avisei…

Fonte: imgur.com - Reprodução

Fonte: imgur.com – Reprodução

Ainda estou um tanto entorpecida para escrever essa resenha. Sandman acabou.

Então, vamos começar pelas coisas simples. Despertar, o último arco da obra, me chamou atenção logo de cara. Eu não lembro de outro arco com um traço tão bonito em seus desenhos. Tudo, dos contornos às cores, me encantou, e trouxe uma expressividade impressionante para os personagens. Mesmo Larissa, a última amante de Morpheus, sempre caracterizada por traços retos e óculos que escondem o olhar, tem sua humanidade realçada de maneira magistral (e foi ótimo finalmente conhecer o outro lado dessa história).

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