#LendoSandman – Despertar

O texto a seguir pode conter spoilers de: Sandman – Despertar. Depois não diga que eu não te avisei…

Fonte: imgur.com - Reprodução

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Ainda estou um tanto entorpecida para escrever essa resenha. Sandman acabou.

Então, vamos começar pelas coisas simples. Despertar, o último arco da obra, me chamou atenção logo de cara. Eu não lembro de outro arco com um traço tão bonito em seus desenhos. Tudo, dos contornos às cores, me encantou, e trouxe uma expressividade impressionante para os personagens. Mesmo Larissa, a última amante de Morpheus, sempre caracterizada por traços retos e óculos que escondem o olhar, tem sua humanidade realçada de maneira magistral (e foi ótimo finalmente conhecer o outro lado dessa história).

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#LendoSandman – Entes Queridos

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Fonte: comicartfans.com - Reprodução

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Entes Queridos poderia ser uma grande festa de confraternização, caso não fosse tão triste. Cada um dos arcos, cada um dos personagens e suas problemáticas são trazidos novamente à vida, como numa despedida, como os créditos que sobem na tela ao final de um filme.

E por mais melancólico que seja dizer o derradeiro adeus, o final das coisas tem um quê de belo. Morbidamente belo.

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#LendoSandman – Fim dos Mundos

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Fonte: @flukiechic - DeviantArt - reprodução

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Gaiman é um daqueles autores muito, muito malvados, que não só estraçalham nosso coração em pedacinhos mas ainda nos fazem amá-los por isso. E levei um arco inteiro para perceber o que estava acontecendo.

Após uma leitura tão intensa e emocionante em Vidas Breves, confesso que comecei Fim dos Mundos com o pé atrás. “Droga, outra quebra no andamento do plot principal”, pensei. Estava aflita para saber o que aconteceria com Morpheus, quem era sua amante, ver os desdobramentos da morte de Orpheus e como a família Perpétua iria se reestruturar.

Por isso, Fim dos Mundos começou morno. Não comprei a história de Charlene e Brant ou sua jornada até a taverna. Eu realmente fiquei tentada a dar uma passada de olhos descompromissada no arco e depois focar nas edições seguintes. Mas leitura conjunta é leitura conjunta, eu tinha um post pra escrever e uma pontada de esperança de que Gaiman jamais me entregaria uma narrativa realmente morna.

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#LendoSandman – Vidas Breves

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Fonte: Tumblr - Reprodução

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Vidas Breves foi um arco crucial para mim nesta jornada de leitura conjunta. Ele veio para elevar a narrativa de Sandman a um novo nível, e para marcar essa obra para sempre em meu coração.

Até porque, Vidas Breves trouxe logo de cara tudo aquilo que eu secretamente desejava ver em Sandman: todos os Perpétuos em sua melhor forma, numa intrincada trama familar repleta de significados filosóficos. Finalmente Morpheus está de volta ao centro da ação, e agora com algumas respostas.

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