#LendoSandman – Convergência

O texto a seguir pode conter spoilers de: Sandman – Convergência. Depois não diga que eu não te avisei…

Fonte: vertigocomics.com - Reprodução

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Convergência, para mim, foi um arco que seguiu bastante o modelo apresentado em Espelhos Distantes: três histórias distintas, conectadas por uma temática, densas em significados que servem muito mais para explicar o reino do sonhar e seus desdobramentos do que propriamente para avançar a narrativa. E neste arco, teremos como mote uma reflexão acerca das próprias histórias, principalmente olhando o ponto de vista de quem as conta.

De novo, temos Morpheus em segundo plano, agindo nos bastidores. E se por um lado essa abordagem me irrita um pouco (algo como querer gritar “por favor, alguém me conte logo o que está acontecendo!”), por outro lado me divirto com esse jogo de detetive, onde o leitor é responsável por costurar as pistas e sugestões, tentando unir as pontas soltas.

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#LendoSandman – Um Jogo de Você

O texto a seguir pode conter spoilers de: Sandman – Um Jogo de Você. Depois não diga que eu não te avisei…

E acabamos de chegar à metade da nossa jornada! Um Jogo de Você, o sexto arco que abrange as edições #32 a #37, retoma a ideia das grandes narrativas, centradas em um único plot. Ao invés de pequenas histórias conectadas, temos apenas um único enredo, dividido em capítulos.

Fonte: Vertigo - Reprodução

Fonte: Vertigo – Reprodução

Pessoalmente, achei este o arco mais enfadonho até o momento. Não é que ele seja ruim, longe disso, mas me senti um pouco “presa” em sua leitura, como se estivéssemos batendo sempre nas mesmas teclas, revisitando lugares e ideias. Senti falta de um desenvolvimento maior, de um dinamismo. Talvez os diálogos densos ambientados em apartamentos minúsculos tenham sido responsáveis por essa impressão. Me senti confinada.

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#LendoSandman – Espelhos Distantes

O texto a seguir pode conter spoilers de: Sandman – Espelhos Distantes. Depois não diga que eu não te avisei…

Por ser um arco composto por apenas três fascículos, imaginei que a leitura de Espelhos Distantes seria rápida, e que não haveria lá muito material para utilizar no post. Mas, claro, eu esqueci que estava lendo Gaiman. Espelhos Distantes, com suas páginas diminutas, é um dos arcos mais densos até o momento. Como uma pessoa que nunca teve muito contato com o mundo das HQs, ainda me pego por muitas vezes surpresa com a quantidade de informação que é possível transmitir com tão pouco texto. Fazendo uma referência a O Oceano no Fim do Caminho: e não é que um oceano inteiro pode mesmo caber dentro de um laguinho?

Fonte: vertigocomics.com - Reprodução

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Espelhos Distantes, como o próprio nome já sugere, abordará alguns questionamentos da humanidade através de sua melhor ferramenta de auto-reflexão: a História. Cada uma das edições será um espelho para diferentes períodos históricos, cujas lições podem ser transportadas para os dias atuais.

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#LendoSandman – Estação das Brumas

O texto a seguir pode conter spoilers de: Sandman – Estação das Brumas. Depois não diga que eu não te avisei…

Chegamos ao quarto arco de Sandman! E definitivamente, temos muito o que conversar.

Fonte: www.endless.hu - Reprodução

Fonte: www.endless.hu – Reprodução

Estação das Brumas é a primeira “peça chave” de Sandman, pois ao mesmo tempo em que cria um desfecho para o trágico relacionamento de Sonho e Nada (que acompanhamos, inclusive nas entrelinhas, em todos os arcos anteriores), também insere na narrativa uma série de elementos e ganchos, abrindo um mundo de possibilidades para os arcos seguintes. Em Estação das Brumas, temos a primeira grande guinada da história.

Este arco foi o mais recheado de referências até o momento, e também o mais voltado para a reflexão. A começar pelo surgimento de Destino, o mais antigo dos Perpétuos.

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