E esse tal de New Weird? Relato de uma leitora de fantasia

Desde que mundo é mundo o ser humano se esforça para colocar as coisas em suas respectivas caixinhas. Classificar está em nosso sangue. Gostamos de ter controle sobre o que algo é e também sobre o que ele não é, a fim de criar um sentimento de segurança e previsibilidade confortável.

Porém, às vezes as coisas não se acomodam tão bem em suas caixinhas. Às vezes você vai ter que sentar em cima dela para conseguir puxar o zíper, ou então deixar uma manga pra fora e seguir a vida fingindo que nada aconteceu.

Fonte: Amazon UK – Reprodução

A arte (e no nosso caso aqui, a Literatura), em seu caráter subjetivo e dependente de contexto, é uma dessas coisas difíceis de classificar.

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Tolkien x Personagens femininas: quem vai atirar a primeira pedra?

Falar sobre Tolkien é sempre um assunto complicado.

Primeiro porque mexe com questões afetivas, com histórias muito amadas e que me formaram enquanto leitora. E segundo porque falar sobre Tolkien não é simplesmente analisar um livro ou uma ideia, mas sim todo um legado, a obra de uma vida que trouxe tantos desdobramentos que é quase impossível falar sobre fantasia moderna sem mencionar O Senhor dos Anéis. O trabalho de Tolkien está arraigado em nossa cultura.

Óbvio que um tema tão querido e complexo continua sendo debatido à exaustão. Para quem não sabe, existe até um periódico exclusivo para a publicação de artigos científicos cujo foco é a Terra Média, o Journal of Tolkien Research. E foi justamente navegando pela primeira edição publicada em 2014 que dei de cara com o artigo de Deidre A. Dawson, que nada mais é do que uma alongada resenha do livro “Perilous and Fair: Women in the Works and Life of J.R.R. Tolkien“, um compilado de ensaios revisados e editados por Janet Brennan Croft e Leslie Donovan.

Fonte: Tumblr – Reprodução

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Minha conciliação com Ursula K. Le Guin

Não dá pra falar sobre fantasia sem acabar esbarrando na Ursula K. Le Guin.

Fonte: Huffington Post – Reprodução

Nascida em 1929 nos EUA e tendo como pais um antropólogo e uma escritora, Ursula começou a escrever livros aos 9 anos de idade. Publicou vinte e dois romances, onze antologias de contos, quatro coleções de ensaios, doze livros infantis, seis de poesia, quatro de traduções e  já ganhou todos os prêmio importantes de literatura fantástica que você possa imaginar. Seu trabalho influenciou diretamente caras como Neil Gaiman, George Martin, Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Brandon Sanderson. Longe de se aposentar, a autora ainda é voz ativa na comunidade de fantasia, contribuindo com seus ensinamentos e opiniões acidamente bondosas.

Em resumo, Ursula Le Guin é mesmo essa coca-cola toda.

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Quem são as Mulheres Perigosas? (+SORTEIO)

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mulheres Perigosas. Depois não diga que eu não te avisei… Caso você queira participar do sorteio sem que eu estrague toda a surpresa de ler o livro, basta rolar a página até o final do post e fazer promessa do mindinho de que vai voltar aqui pra ler a resenha algum dia. ;)

Lagerthinha pra representar as manas. Fonte: Tobias Goldschalt – Reprodução

Bem, eu já andava de olho em Mulheres Perigosas desde que a Leya anunciou a publicação aqui no Brasil. Gosto de contos, adoro ver pessoas diferentes trabalhando um mesmo tema e simpatizei muito com o trabalho de Martin e Gardner Dozois em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias. Antologias são oportunidades muito boas de conhecer novos autores sem precisar se comprometer com calhamaços ou séries de 10 livros. É como um aperto de mão educado e um flerte na mesa do bar.

Se isso já não fosse motivo suficiente para se interessar pela obra, a temática do livro apela ainda mais fundo para o meu coração: mulheres perigosas. Então quer dizer que eu vou juntar um punhado de autores incríveis (entre eles Martin, Sanderson e Gabaldon, que são mui admirados aqui no blog) e vou colocar todos eles para me contar histórias protagonizadas por mulheres fortes e complexas? Como eu poderia não querer ler isso?

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