Vamos escrever terror?

Eu sou um zero à esquerda na hora de escrever terror. Aliás, não só na hora de escrever, mas também na hora de ler ou assistir qualquer coisa do gênero. Sou o tipo de pessoa que vai dormir de luz acesa e com o cobertor puxado até a testa. Sair da cama pra pegar um copo dágua e ter de atravessar o corredor no escuro? Nem pensar, dá pra esperar até de manhã.

Mas é outubro, né… então até que vale a pena levar um sustinho saudável.

Fonte: WallpaperUP - Reprodução

Fonte: WallpaperUP – Reprodução

Mergulhando de cabeça no clima de Halloween, resolvi dar uma pesquisada sobre o tema. Afinal, o que faz uma boa história de terror? Como é que a gente provoca medo em alguém usando apenas palavras?

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#EspalheFantasia – 5 séries recomendadas pela traça

Existe um grupo bem bacana no Facebook, chamado “Livros de Fantasia e Aventura – Skoob”, que concentra não só um grande número de leitores como também de blogueiros, autores nacionais e outros criadores de conteúdo voltados para o gênero.

Numa das várias discussões que rolam por lá, surgiu a ideia de criar uma postagem colaborativa, onde os blogs coordenariam esforços para divulgar o gênero da fantasia e também para indicar, debater ou simplesmente comemorar a existência de algumas séries fantásticas.

Foi assim que surgiu o #EspalheFantasia, um projeto dedicado a destacar séries de fantasia já publicadas no Brasil, mesmo que não completamente.   

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Fantasia não é só faz de conta

Ainda no hype da Antologia Valquírias, eu e a Marcia resolvemos disponibilizar uma série de materiais de estudo sobre escrita e também sobre o gênero fantástico, para ajudar as autoras da antologia na produção de seus contos. Afinal, para muitas das meninas este será o primeiro contato com a concepção de textos fantásticos.

Decidi criar este post para compartilhar um pouco da minha própria visão e experiência acerca do tema, tentando criar uma espécie de introdução, uma apresentação ao panorama geral da fantasia. Acabei separando 5 pontos para debate:

(Já disse que esse é meu gênero favorito desde criancinha?)

Fonte: Ilustrações de Emma Lazauski (emla.deviantart.com) - Reprodução

Fonte: Ilustrações de Emma Lazauski (emla.deviantart.com) – Reprodução

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Quando patriotismo literário atrapalha

A ficção fantástica, seja qual for sua vertente dentro do gênero fantasia, está finalmente conquistando espaço na literatura nacional: muitos autores estão despontando no mercado e promovendo uma justa concorrência com os livros importados. Influenciados pelo cenário favorável, Wattpad e outras plataformas de compartilhamento gratuito fervilham com escritores independentes e universos mágicos. Tudo bem que de vez em quando apareça um clichê aqui ou um tema batido acolá. Ainda estamos caminhando para que a ficção brasileira ganhe de fato voz. Porém, como pessoa criada metade do dia em Hogwarts e a outra metade na Terra Média, eu não poderia estar mais feliz.

Mas nem tudo são flores. Basta entrar no assunto da ambientação de enredos para sentir um mal estar generalizado. Autores nacionais são constantemente pressionados para que suas obras se passem no Brasil. Para que seus personagens sejam brasileiros. Valorizar o que é de casa. Mostrar ao mundo que não devemos nada a ninguém.

O saudoso Clóvis representando o dilema do escritor de fantasia. Fonte: Veja - Reprodução

O saudoso Clóvis representando o dilema do escritor de fantasia. Fonte: Revista Veja – Reprodução

A questão acaba se tornando um fardo gigantesco para o autor de ficção fantástica. Porque, embora o patriotismo literário tenha seus méritos, é algo que não funciona na fantasia. Vá por mim, simplesmente não funciona.

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