Um steampunk pra ninguém botar defeito

Já tem um tempo que ando interessada no gênero steampunk (acho que desde a trilogia Fronteiras do Universo). Afinal, a temática entrelaça duas características que me atraem, romances vitorianos e engenhocas científicas. Pois eis que em minhas andanças acabei topando com a série O Protetorado da Sombrinha, da escritora americana Gail Carriger.

Se o título peculiar e o aviso “a série de steampunk mais cultuada do mundo” não já fossem motivo suficiente para chamar minha atenção, some o fato de que Gail Carriger, cujo verdadeiro nome é Tofa Borregaard, é arqueóloga e cita Dickens e Austen como suas principais influências. Tão logo surgiu a oportunidade, coloquei as mãos em “Alma?”, o primeiro volume da série de cinco livros. Acabei lendo em apenas um dia e não poderia ter ficado mais feliz.

Gail Carriger e capa do livro Fonte: gailcarriger.com - Reprodução

Gail Carriger e capa do livro Fonte: gailcarriger.com – Reprodução

(“Alma?” foi também meu primeiro contato com a editora Valentina, que merece ser parabenizada pela qualidade de impressão. Ponto extra pelo pequeno polvo impresso em cada uma das páginas.)

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Sobre o uso de pseudônimos

Já somos acostumados com a existência de pseudônimos no mundo literário. A prática, até bem comum, é utilizada de duas maneiras: tanto por autores em busca de um nome mais “comercial”, quanto por motivações um tanto quanto obscuras.

No primeiro caso, o pseudônimo funciona de maneira similar aos “nomes artísticos” de astros do cinema, sendo impactantes ou de sonoridade agradável. Porém, seu objetivo não é garantir o sigilo da identidade autoral. Os escritores continuam interagindo com os fãs normalmente, comparecendo a eventos e tirando fotos. Sabemos quem eles são. É o caso da autora Cora Stephan, que deciciu assinar como Anne Chaplet simplesmente por considerar que seu nome de batismo não transmitia o glamour necessário para os romances policiais.

No segundo grupo, o pseudônimo serve aos propósitos do anonimato. Cláusulas de sigilo são assinadas e existe toda uma logística para manter a pessoa por trás do livro em absoluto segredo ou, no máximo, difícil de deduzir à primeira vista. Desde que J. K. Rowling assumiu publicamente a identidade de Robert Galbraith, autor de O Chamado do Cuco e O Bicho-da-Seda, o debate sobre as razões que levam um escritor a esconder-se do público ressurgiu com força total. E é sobre elas que vamos falar.

Rowling e a capa de O Chamado do Cuco. Fonte: Deadline.com - Reprodução

Rowling e a capa de O Chamado do Cuco. Fonte: Deadline.com – Reprodução

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A questão Susana Pevensie

O texto a seguir pode conter spoilers de: As Crônicas de Nárnia. Depois não diga que eu não te avisei…

É bem verdade que ultimamente temos falado muito sobre C S Lewis no TBS (você pode ver aqui e aqui). Parece até marcação com o coitado, e tenho certeza de que os fãs devem estar querendo minha cabeça numa travessa de prata. Mas juro, de pé junto, que gosto do trabalho dele.

“Cartas de um Diabo a seu Aprendiz” é um livro que permite reflexões ótimas. E simpatizo bastante com “As Crônicas de Nárnia” de maneira geral. É com os irmãos Pevensie que tenho alguns problemas.

E hoje falaremos especificamente do desfecho dado a Susana no último livro das crônicas. Um assunto pra lá de polêmico.

Divando na balada e na guerra. Fonte: http://sonicmovie.wikia.com/wiki/Susan_Pevensie e IMDB - Reprodução

Divando na balada ou na guerra. Fonte: http://sonicmovie.wikia.com/wiki/Susan_Pevensie e IMDB – Reprodução

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A questão dos gêneros e o Skoob

O Skoob é a maior rede social brasileira para leitores, onde é possível catalogar os livros lidos, participar de grupos de discussão e concorrer a cortesias disponibilizadas por editoras. E dentre inúmeras outras funcionalidades, é possível também obter alguns dados estatísticos sobre as obras. Como por exemplo, qual a porcentagem de homens e mulheres que leram determinado livro.

Vamos começar por um livro bem famoso e que seja considerado “unissex”.

Skoob - Reprodução

Skoob – Reprodução

A porcentagem feminina de leitores é mais que o dobro da masculina. E as avaliações indicam que o livro é bem recebido pelo público. Essa proporção tende a se repetir em vários outros sucessos de vendas.

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