Caçador em Fuga: um livrão do tamanho do seu bolso

Nem só de Game of Thrones vive o homem, ainda mais se o homem em questão for o George Martin.

Fonte: Casa da Palavra – Reprodução

Embora as Crônicas de Gelo e Fogo sejam o carro-chefe de sua carreira (afinal, são poucas as obras capazes de causar tanto rebuliço na cultura pop), George Martin é, ao contrário do que se imagina, um autor muito produtivo em outros ramos da literatura.

Confesso que torci o nariz quando ouvi falar na publicação de Caçador em Fuga aqui no Brasil: não sou muito versada no mundo da ficção científica e meu único contato com um Martin futurista foi a série de contos Wild Cards, que nunca conseguiu me capturar por inteiro.

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Quem são as Mulheres Perigosas? (+SORTEIO)

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mulheres Perigosas. Depois não diga que eu não te avisei… Caso você queira participar do sorteio sem que eu estrague toda a surpresa de ler o livro, basta rolar a página até o final do post e fazer promessa do mindinho de que vai voltar aqui pra ler a resenha algum dia. ;)

Lagerthinha pra representar as manas. Fonte: Tobias Goldschalt – Reprodução

Bem, eu já andava de olho em Mulheres Perigosas desde que a Leya anunciou a publicação aqui no Brasil. Gosto de contos, adoro ver pessoas diferentes trabalhando um mesmo tema e simpatizei muito com o trabalho de Martin e Gardner Dozois em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias. Antologias são oportunidades muito boas de conhecer novos autores sem precisar se comprometer com calhamaços ou séries de 10 livros. É como um aperto de mão educado e um flerte na mesa do bar.

Se isso já não fosse motivo suficiente para se interessar pela obra, a temática do livro apela ainda mais fundo para o meu coração: mulheres perigosas. Então quer dizer que eu vou juntar um punhado de autores incríveis (entre eles Martin, Sanderson e Gabaldon, que são mui admirados aqui no blog) e vou colocar todos eles para me contar histórias protagonizadas por mulheres fortes e complexas? Como eu poderia não querer ler isso?

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O Principe de Westeros: por que amamos o bom canalha?

Andei tentando desenferrujar minha escrita essa semana, trabalhando em algumas ideias aqui e ali. E nessa vibe de criar enredos curtos, achei que seria uma boa ideia dar uma olhada no Príncipe de Westeros e Outras Histórias, a coletânea de contos organizada pelo George Martin e cuja leitura eu andava postergando.

Imaginei que o livro poderia me ajudar a extrair uma espécie de fórmula mágica sobre como escrever um bom conto. Ou ao menos, sobre que tipo de coisa é responsável por fazer de um conto um bom conto. Mas não foi bem isso que eu encontrei.

Fonte: chasestone.deviantart.com - Reprodução

Daemon Targaryen oferece sua coroa. Fonte: chasestone.deviantart.com – Reprodução

Não é que eu não tenha dado de cara com textos de qualidade, pelo contrário, mas O Príncipe de Westeros é uma obra tão diversa que a única conclusão a que cheguei foi a de que todas as regras podem (e devem) ser quebradas de vez em quando.

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Consequências dos diferentes POVs

Muito se fala sobre a questão do POV (point of view) nos livros, quando a história é contada através do ponto de vista dos próprios personagens. E muitas são também as histórias que utilizam o artifício, surgindo aos montes nas prateleiras. Parece até um estilo recorrente dos últimos anos, sobretudo dentro da literatura juvenil.

Fonte: baloocartoons.com - Reprodução

“Tentem ver as coisas sob o meu ponto de vista.” Fonte: baloocartoons.com – Reprodução

Mas antes de tentar explicar os prós e contras dessa forma de escrita, é preciso entender o que de fato são POVs.

Não são uma coisa nova: existem, digamos, desde que mundo é mundo. Toda história, seja ela qual for, é contada sob um POV. A pergunta a ser feita é: ponto de vista de quem?

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