Consequências dos diferentes POVs

Muito se fala sobre a questão do POV (point of view) nos livros, quando a história é contada através do ponto de vista dos próprios personagens. E muitas são também as histórias que utilizam o artifício, surgindo aos montes nas prateleiras. Parece até um estilo recorrente dos últimos anos, sobretudo dentro da literatura juvenil.

Fonte: baloocartoons.com - Reprodução

“Tentem ver as coisas sob o meu ponto de vista.” Fonte: baloocartoons.com – Reprodução

Mas antes de tentar explicar os prós e contras dessa forma de escrita, é preciso entender o que de fato são POVs.

Não são uma coisa nova: existem, digamos, desde que mundo é mundo. Toda história, seja ela qual for, é contada sob um POV. A pergunta a ser feita é: ponto de vista de quem?

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Pequenas covardias literárias

O texto a seguir pode conter spoilers de: Jogos Vorazes, As Crônicas de Nárnia, Crepúsculo, O Hobbit. Depois não diga que eu não te avisei…

Já que o post anterior puxou o assunto, continuaremos divagando sobre as decisões autorais ao incluir a morte de personagens em suas obras.

Sabe, por mais triste que seja quando algum personagem que nos é querido passa dessa para uma melhor, imagino que, para os autores, a perda se torne duas vezes mais dolorosa. Afinal, a decisão é inteiramente deles. Como deuses de seus pequenos mundos, cada escritor se torna responsável pela sina de sua criação. E é preciso bastante coragem para guiar um enredo de forma convincente (até porque, no outro dia fãs histéricos vão lotar sua caixa de email de reclamações). Mas hoje não vamos falar sobre coragem. Vamos falar sobre “covardia autoral”. Por isso, nada de George Martin pra vocês, HA!

Ao inserir uma morte na trama, podemos nos deparar com dois problemas: a falta de coragem para se despedir do personagem e a falta de coragem para tornar algum outro personagem um assassino.

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