5 dicas sobre armas brancas que todo autor deveria saber

Um épico não é um épico de verdade sem uma boa luta de espadas, certo?

Por mais que a pólvora tenha revolucionado a corrida armamentista, as armas brancas ainda ocupam um espaço carinhoso no imaginário coletivo. O combate corpo-a-corpo, a vulnerabilidade, a beleza plástica das técnicas de esgrima. Nada terá tanto apelo para o público quando o corte limpo de uma lâmina ou a brutalidade de um machado. Levante a mão quem não vibrou na cena de luta entre Éowyn e o Rei Feiticeiro de Angmar em O Senhor dos Anéis, ou perdeu o fôlego nas coreografias de O Tigre e O Dragão.

Fonte: http://junkee.com/ - Reprodução

Fonte: http://junkee.com/ – Reprodução

Armas brancas são tópico recorrente dentro da Literatura, principalmente no gênero da fantasia. Porém, assim como no caso dos arqueiros e dos cavalos, de vez em quando podem surgir certos deslizes no enredo, derrapadas capazes de tirar a credibilidade da obra.

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Fantasia não é só faz de conta

Ainda no hype da Antologia Valquírias, eu e a Marcia resolvemos disponibilizar uma série de materiais de estudo sobre escrita e também sobre o gênero fantástico, para ajudar as autoras da antologia na produção de seus contos. Afinal, para muitas das meninas este será o primeiro contato com a concepção de textos fantásticos.

Decidi criar este post para compartilhar um pouco da minha própria visão e experiência acerca do tema, tentando criar uma espécie de introdução, uma apresentação ao panorama geral da fantasia. Acabei separando 5 pontos para debate:

(Já disse que esse é meu gênero favorito desde criancinha?)

Fonte: Ilustrações de Emma Lazauski (emla.deviantart.com) - Reprodução

Fonte: Ilustrações de Emma Lazauski (emla.deviantart.com) – Reprodução

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4 clichês dos romances eróticos

Tirem as crianças da sala. O post de hoje tem como objetivo listar os maiores clichês eróticos encontrados em livros de romance. E eu prometo tentar não ficar vermelha enquanto escrevo.

Fonte: Tumblr - Reprodução

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Num movimento que começou após o lançamento de Crepúsculo e atingiu seu auge com a chegada de 50 Tons de Cinza, é fato que as cenas sensuais ganharam bastante espaço no mercado literário. Livros “hot”, como são chamados os romances cuja temática sexual é o mote principal do enredo, dominam as fanfics e crescem nas listas dos mais vendidos. Além disso, o tema parece ter sido absorvido por quase todos os gêneros: em maior ou menor grau, é possível encontrar traços de “50-tonificação” em romances históricos, ficção científica, épicos ou thrillers. A gente fica com a sensação de que o erotismo é o assunto literário do momento.

Mas não é bem assim. Cenas de sexo são abordadas nos livros desde que mundo é mundo. Aqui no Brasil, romances de banca como a famosa série Sabrina já eram vendidos pelos jornaleiros desde os anos 70. A Julia Quinn já publica suas histórias açucaradas desde 1995 e eu nem vou entrar no mérito de livros mais clássicos como Lolita (Nabokov) ou Memórias de Minhas Putas Tristes (Gabriel Garcia Márquez). O próprio George Martin não costuma economizar em suas obras. A sexualidade é um aspecto natural, e assim como todos os outros aspectos da vida humana, pode e deve ser representado na literatura em suas mais diversas formas.

Mas então o que está diferente?

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6 dicas sobre cavalos que todo autor deveria saber

Apesar de ocuparem costumeiramente os papéis secundários, cavalos são uma peça fundamental na composição de épicos e romances históricos. É difícil não sentir arrepios ao ler uma boa cena de cavalgada, ou não se emocionar quando o protagonista foge à galope noite adentro, a chuva e o vento rugindo ao longo do caminho.

De fato, cavalos adicionam uma enorme carga de dramaticidade à narrativa: são animais que definem o próprio sentido do épico. Muito além disso, podem também servir como ótimos recursos para explorar a psicologia humana de forma indireta, como uma extensão emocional dos personagens. É o caso, por exemplo, de Rocinante em Dom Quixote e das muitas montarias atribuídas a Mr. Darcy ao longo das releituras de Orgulho e Preconceito (você pode ver todas elas clicando aqui). Através da interação cavalo-cavaleiro, várias nuances podem ser reveladas sem que o narrador precise explicitá-las.

Fonte: frame do filme Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei - Reprodução

Fonte: frame do filme Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – Reprodução

Não são poucos os autores que utilizam cavalos em suas obras. Até porque, os animais estão presentes em diversas lendas e mitologias. Li certa vez que apesar do cachorro ser considerado o melhor amigo do homem, é através das patas do cavalo que o ser humano escreveu sua história. Nas caçadas, nas guerras, na agricultura. E provavelmente nenhuma espécie não-humana possui tantos personagens célebres. De Sleipnir, o cavalo de oito patas montado por Odin até o pequeno pônei Bill, do Senhor dos Anéis, você provavelmente conseguirá lembrar de pelo menos uma dúzia de equinos famosos sem fazer muito esforço.

No entanto, assim como no caso dos personagens arqueiros, escrever sobre cavalos requer uma boa dose de conhecimento e vivência, e muitos escritores acabam derrapando no assunto.

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