O Principe de Westeros: por que amamos o bom canalha?

Andei tentando desenferrujar minha escrita essa semana, trabalhando em algumas ideias aqui e ali. E nessa vibe de criar enredos curtos, achei que seria uma boa ideia dar uma olhada no Príncipe de Westeros e Outras Histórias, a coletânea de contos organizada pelo George Martin e cuja leitura eu andava postergando.

Imaginei que o livro poderia me ajudar a extrair uma espécie de fórmula mágica sobre como escrever um bom conto. Ou ao menos, sobre que tipo de coisa é responsável por fazer de um conto um bom conto. Mas não foi bem isso que eu encontrei.

Fonte: chasestone.deviantart.com - Reprodução

Daemon Targaryen oferece sua coroa. Fonte: chasestone.deviantart.com – Reprodução

Não é que eu não tenha dado de cara com textos de qualidade, pelo contrário, mas O Príncipe de Westeros é uma obra tão diversa que a única conclusão a que cheguei foi a de que todas as regras podem (e devem) ser quebradas de vez em quando.

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Locke Lamora – nosso malvado favorito

O texto a seguir pode conter spoilers de: As Mentiras de Locke Lamora. Depois não diga que eu não te avisei…

Quando eu era criança, não me importava muito com o tipo de lição que um livro poderia me ensinar ou com quais aprendizados poderiam surgir de uma história. Eu apenas desejava que o enredo me cativasse, que me fizesse rir e querer participar da aventura junto aos personagens. Me sentir no meio da ação. Lógico que eu acabaria aprendendo várias coisas úteis no caminho, mesmo que inconscientemente, mas este não era o objetivo principal.

Com o tempo, comecei a focar mais em livros que continham críticas a algum aspecto social ou ideológico, que mostravam novos pontos de vista ou culturas. Abria exceções apenas para os romances de época (um efeito colateral de quem lê Jane Austen) e para os épicos de fantasia/cavalaria (me pergunto até hoje o que diabos vi em Eragon).

Mas aí dei de cara com As Mentiras de Locke Lamora, primeiro volume da série Nobres Vigaristas do Scott Lynch. E pude lembrar como é bom poder se perder de vez em quando nas páginas de uma boa história. De virar criança de novo. E de ter um novo malvado favorito.

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com - Reprodução

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com – Reprodução

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