E essa nossa mania de shippar

Vamos lá, admita: quem aqui nunca torceu loucamente para um casal de personagens finalmente se acertar? Eu sei, eu sei, parece meio bobo. Mas cá entre nós, a verdade é que praticamente todo mundo já foi torturado por algum autor, esse ser incapaz de juntar aquele par romântico que faz o maior sentido dentro da sua cabeça. No final das contas, somos todos shippers.

Fonte: Tumblr - Reprodução

Fonte: Tumblr – Reprodução

A “arte do ship” surgiu como uma variação da palavra inglesa relationship (relacionamento), denominando o ato de torcer por um casal. Acredita-se que o termo tenha sido utilizado pela primeira vez entre os fãs da série Arquivo X. Registros de 1996 apontam que a palavra já era utilizada para caracterizar os telespectadores que enxergavam envolvimento romântico entre os agentes Fox Mulder e Dana Scully. Os dois personagens formariam, então, um ship.

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Lauro Kociuba e o épico do detalhe

O texto a seguir pode conter spoilers de: Estações de Caça: Haakon I. Depois não diga que eu não te avisei…

Estou bem feliz em escrever o post de hoje. Primeiro porque vamos falar de um livro que explora a mitologia nórdica, uma velha queridinha da minha estante. Segundo porque o autor é brasileiro e lançou sua primeira obra de maneira independente através de uma belíssima campanha de financiamento coletivo.

A vitória do paranaense Lauro Kociuba é uma vitória para todo o mercado literário brasileiro. Uma prova de que estamos finalmente vencendo as barreiras que limitavam as estantes, principalmente no gênero da fantasia, às produções inglesas e americanas. E a internet conta com um papel essencial neste processo. Plataformas de publicação gratuita, campanhas de crowdfunding e principalmente o boca a boca dos fóruns de discussão estão mostrando que autores de talento podem sim pertencer ao território nacional e, a bem da verdade, a qualquer lugar do mundo. (Ainda na semana passada li um artigo maravilhoso sobre como escritores nórdicos estão vencendo as dificuldades e estreando nas livrarias do Brasil)

Foi mais ou menos o que aconteceu com o Lauro, que em 2014 estava divulgando seu livro, Alvores: A Liga dos Artesãos, uma fantasia moderna ambientada na cidade de Curitiba. As interações através da plataforma Catarse renderam um público fiel e bastante engajado, crucial para a popularização da história. Assim como centenas de anos atrás, quando as histórias ainda eram contadas oralmente, o vínculo de empatia entre escritor/leitor ou orador/ouvinte sempre será uma força poderosa.

Autor e capa de Estações de Caça - Reprodução

Autor e capa de Estações de Caça. – Reprodução

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Sobre o uso de pseudônimos

Já somos acostumados com a existência de pseudônimos no mundo literário. A prática, até bem comum, é utilizada de duas maneiras: tanto por autores em busca de um nome mais “comercial”, quanto por motivações um tanto quanto obscuras.

No primeiro caso, o pseudônimo funciona de maneira similar aos “nomes artísticos” de astros do cinema, sendo impactantes ou de sonoridade agradável. Porém, seu objetivo não é garantir o sigilo da identidade autoral. Os escritores continuam interagindo com os fãs normalmente, comparecendo a eventos e tirando fotos. Sabemos quem eles são. É o caso da autora Cora Stephan, que deciciu assinar como Anne Chaplet simplesmente por considerar que seu nome de batismo não transmitia o glamour necessário para os romances policiais.

No segundo grupo, o pseudônimo serve aos propósitos do anonimato. Cláusulas de sigilo são assinadas e existe toda uma logística para manter a pessoa por trás do livro em absoluto segredo ou, no máximo, difícil de deduzir à primeira vista. Desde que J. K. Rowling assumiu publicamente a identidade de Robert Galbraith, autor de O Chamado do Cuco e O Bicho-da-Seda, o debate sobre as razões que levam um escritor a esconder-se do público ressurgiu com força total. E é sobre elas que vamos falar.

Rowling e a capa de O Chamado do Cuco. Fonte: Deadline.com - Reprodução

Rowling e a capa de O Chamado do Cuco. Fonte: Deadline.com – Reprodução

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O sucesso do livro interativo

Está cada vez mais comum ver algum adulto por aí, de olhos brilhantes, carregando uma caixinha de lápis de cor e colorindo desenhos. Esse novo boom de livros interativos parece estar vindo com tudo, e parece que seu foco realmente não é o mundo infantil.

A cara dessa revolução é a autora escocesa Johanna Basford, autora dos livros “Jardim Secreto” e “Floresta Encantada”. Sua obra consiste de páginas e mais páginas de desenhos intrincados em preto e branco, perfeitos para serem coloridos e se tornarem quadros dignos de mostrar pra família.

Capas de Jardim Secreto e Floresta Encantada, em inglês. Fonte: Amazon - Reprodução

Capas de Jardim Secreto e Floresta Encantada, em inglês. Fonte: Amazon – Reprodução

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