Mirta Vento Amarelo: fantasia nacional a todo vapor

Quando vi pela primeira vez o André Regal divulgando seu livro no Facebook, sabia que vinha coisa boa. André é uma pessoa que eu acompanho faz tempo, desde os primórdios do TBS. Aliás, se você já se aventurou pelas comunidades de autores iniciantes no Wattpad, é provável que esse nome não lhe seja estranho. Entre debates, algumas participações especiais em podcasts e todos os prêmios Wattys que nunca ganhamos, vira e mexe acabamos por nos esbarrar pelo mundão da internet.

Fonte: Acervo do autor – Reprodução

Lembro de ter lido os três primeiros capítulos de uma de suas obras disponibilizadas online, “A Lágrima de Giius”, e ter me surpreendido com a narrativa madura e envolvente que encontrei. André escrevia pra gente adulta, escrevia sem pudor.  

A grande ironia? Mirta Vento Amarelo, seu romance de estreia no mercado tradicional, é voltado ao público juvenil.

Quando André me convidou para opinar sobre Mirta, aceitei com bastante curiosidade: como ele iria se sair? Como aquele cara, que se bem me recordo falava sobre tripas e malfeitores, se viraria diante de um público mais jovem? Afinal, se o romance havia sido finalista do prêmio Cesgranrio, era sinal de que ele havia achado um jeito.

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Sobre Lobo de Rua e meu encantamento com o tal do lobisomem

Quando Lobo de Rua foi publicado de forma independente, em 2015, eu já ouvia falar da Janayna P. Bianchi nos grupos de literatura que acompanhava pelo Facebook. Cheguei até mesmo a baixar o ebook numa promoção da Amazon. Só que ele acabou pegando poeira, perdido no limbo eterno das leituras pendentes. Era algo que sempre ficava para depois.

De lá pra cá, Lobo de Rua mudou de mãos, sendo relançado pela Dame Blanche (que anda fazendo um trabalho lindíssimo, diga-se de passagem). Também tive a oportunidade de conhecer a Jana – olha só a intimidade – e de trocar várias figurinhas sobre escrita com ela. E quanto mais a gente conversava, mais eu percebia que já passava da hora de reparar meu deslize: a Jana claramente era alguém que saberia fazer jus aos lobisomens.

Fonte: Dame Blanche – Reprodução

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A sensibilidade discreta de Reescrevendo Sonhos

Quando peguei o exemplar de Reescrevendo Sonhos nas mãos, senti um friozinho na barriga.

Primeiro porque a Marcia Dantas, autora da obra, é uma amiga querida, o que me permitiu acompanhar todo o processo de lançamento do livro e torcer por seu sucesso. E é claro que isso cria uma responsabilidade extra na hora de fazer a resenha: é preciso deixar o coração de lado e vestir o manto sagrado da sinceridade. Mas não só isso.

Fonte: Detalhe da capa – Reprodução

Para uma pessoa que praticamente só lê fantasia, romance de época e aventura, uma história cotidiana como Reescrevendo Sonhos é um desafio. Como assim não tem mágica? Não tem sangue? Não tem anáguas? Não tem duendes azuis que se escondem no celeiro?

Só que, para a minha eterna surpresa, é justamente esse clima de normalidade, de cotidiano e de rotina que torna Reescrevendo Sonhos um livro tão peculiar.

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TBS entrevista: Ridículas Cartas de Amor

Sofrer por amor, quem nunca?

A proposta da Antologia Ridículas Cartas de Amor é bem interessante: reviver os maiores clichês românticos sob nova roupagem, num viés inclusivo, atual e sobretudo humano. São 13 contos que percorrem cada recanto desse sentimento tão antigo e revelador. Afinal, acompanhar o desenrolar dessas histórias é também perceber o que nos forma como pessoas, nossas sutilezas e temores.

"Todas as cartas de amor são ridículas" Fonte: richardandnamaste.com - Reprodução

“Todas as cartas de amor são ridículas” Fonte: richardandnamaste.com – Reprodução

No caso de antologias, costumo fazer uma resenha em formato de entrevista, pois é quase impossível falar sobre histórias de três ou quatro páginas sem praticamente entregar o enredo inteiro. Até porque, acho mais bacana discutir sobre as ideias que originaram a temática da coletânea. Com Ridículas Cartas também seguiremos este modelo, mas com uma pequena alteração.

Achei que uma só voz não seria o suficiente pra representar uma obra tão plural. Então acabei convidando várias das autoras para uma espécie de “mesa redonda”. Nosso foco seria tentar definir conceitos e compreender os fatores que fizeram o Ridículas Cartas adquirir a cara e a personalidade que o livro apresenta hoje. Muitas das participantes são também colegas minhas do Valquírias (incluindo a Marcia, organizadora da antologia e meu braço direito nessa empreitada), e por isso foi um prazer enorme poder ouvir um pouco mais da opinião de cada uma delas.

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