Here be Dragons – vamos falar sobre dragões

Desde que li o segundo livro da série Temeraire, da Naomi Novik, tenho andado às voltas com um tópico bem querido para os leitores de fantasia: dragões. Um assunto que só fez crescer com a chegada de mais uma temporada de Game of Thrones.

Fonte: mikeazevedo.deviantart.com - Reprodução

Fonte: mikeazevedo.deviantart.com – Reprodução

Pensava eu: quase todas as culturas, em algum ponto de sua História, chegaram ao conceito do dragão. Um conceito que converge. É como se o dragão fosse uma das mais antigas e proeminentes criaturas folclóricas de todos os tempos, encontrada nas bandeiras chinesas, nas armaduras medievais, nos escudos vikings, nos símbolos de realeza do Vietnã. E ao mesmo tempo, se é tão difundido, como poderia ser uma figura tão flexível?

Se pensarmos em outros seres fantásticos, veremos que sua caracterização é bem delimitada. Um unicórnio sempre será, de modo geral, um equino com um chifre único, costumeiramente branco. Um vampiro (mesmo os que brilham no Sol e nos matam de vergonha) sempre será um ser que se alimenta de sangue. Embora existam variações, a criatura mantém certos traços.

Mas e o dragão? O que faz de um dragão…um dragão?

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Os dragões de Naomi Novik

O texto a seguir pode conter spoilers de: O Dragão de Sua Majestade. Depois não diga que eu não te avisei…

Resolvi aproveitar que ainda estamos no finalzinho de março para participar da iniciativa #LeiaMaisMulheres, que promove a busca por igualdade de gênero dentro do mercado literário. Vamos lá, gente, escritores e escritoras possuem as mesmas capacidades, seja lá qual o tipo de história que estejam escrevendo. E para o meu desafio, escolhi O Dragão de Sua Majestade, primeiro livro da série Temeraire, na Naomi Novik.

Fonte: DeviantArt - Reprodução

Fonte: DeviantArt – Reprodução

A decisão pela Naomi se deu por dois motivos:

Primeiro, porque além de amar fantasia, tenho pouco contato com releituras de fatos históricos, ainda mais sobre as batalhas napoleônicas (a maioria dos livros que leio são romances focados na aristocracia rural ou mercantil), e por isso eu estava ávida por experimentar um pouquinho desses cenários de navios e pólvora, militares e aviadores (inclusive, se alguém tiver recomendações de livros empolgantes sobre pirataria, sou toda ouvidos).

E segundo porque Naomi Novik é um ótimo exemplo de como mulheres são sim muito capazes de ingressar em qualquer carreira. A americana, nascida em 1973, formou-se em Literatura Inglesa na Brown University (isso depois de ter lido O Senhor dos Anéis aos seis anos de idade), emendando logo depois com um mestrado em Ciência da Computação pela Columbia. Novik participou do design e desenvolvimento de vários jogos para PC, incluindo Shadows of Undrentide, uma expansão de Neverwinter Nights que alcançou críticas pra lá de positivas.

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