O dia em que Neil Gaiman mudou mais um pouquinho da minha vida

O texto a seguir pode conter spoilers de: O Oceano no Fim do Caminho. Depois não diga que eu não te avisei…

Neil Gaiman é um daqueles caras que mais do que contar uma boa história, sabe como fazer você refletir sobre elas. De um jeito que muda sua percepção sobre o mundo, sobre si mesmo, para sempre. São poucos os autores que conseguem causar essa sensação. Uma emoção dolorida que atravessa o peito quando a gente vira a última página. Que deixa a gente com olhos vidrados e pensamento longe por dias a fio. São poucos, mesmo. Talvez apenas Pullman consiga igualar o sentimento que Gaiman desperta em mim com seus livros.

(Pullman, seu desgraçado, você me fez chorar em posição fetal por mais de uma hora!)

Fonte: journal.neilgaiman.com - Reprodução

Fonte: journal.neilgaiman.com – Reprodução

O Oceano no Fim do Caminho é um livro curtinho, daqueles pra ler num fôlego só. Já estava com ele na estante faz um tempinho,  e aproveitei uma sala de espera de consultório pra iniciá-lo. A noite já ia alta quando terminei, incapaz de largar o bendito do livro.

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O marketing dos dinossauros

O texto a seguir pode conter spoilers de: Os Senhores dos Dinossauros. Depois não diga que eu não te avisei…

Terminei a leitura de Os Senhores dos Dinossauros, livro de Victor Milán publicado aqui no Brasil pela Darkside. E espero que estejam todos confortáveis, porque esse post vai ser um daqueles beeem longos (por isso não vou me estender com a sinopse, mas você pode dar uma olhada nessa resenha do Desbravando Livros para ter uma ideia).

Fonte: zenoagency.com - Reprodução

Fonte: zenoagency.com – Reprodução

Vocês não imaginam o tamanho da minha empolgação ao tomar conhecimento da existência desta obra. Fui uma criança que colecionava dinossauros de plástico com dedicação, decorando o nome das espécies e sua distribuição geográfica. Perdi as contas das vezes em que assisti Jurassic Park e Em Busca do Vale Encantado, pirando sempre que o Ranger azul convocava seu zord tricerátops. E é claro que eu sonhava em ler um épico contendo dinossauros, no melhor estilo cavalaria medieval. Se já tínhamos tantos dragões, porque não nossos conterrâneos pré-históricos? Então, sim, eu tinha grandes pretensões para o livro do Victor Milán. E a maioria delas infelizmente não foi correspondida.

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Por que vale a pena ler Golem e o Gênio

O texto a seguir pode conter spoilers de: Golem e o Gênio. Depois não diga que eu não te avisei…

Golem e o Gênio foi um livro que me apresentou a uma atmosfera completamente nova dentro do gênero da fantasia. Eu já conhecia os épicos mais tradicionais, onde a magia encontra-se encaixada no cenário medieval. Já conhecia o estilo de Neil Gaiman, onde o fantástico coexiste em silêncio com a sociedade, mostrando-se apenas àqueles dispostos a prestar atenção. Conhecia as histórias futuristas, as passadas em outros planetas, e também os steampunks sobrenaturais que mesclam a magia com boas doses de ciência.

Mas Golem e o Gênio é outra coisa. Um livro que cheira a poeira, incenso e concreto.

Fonte: io9.com - Reprodução

Fonte: io9.com – Reprodução

“O premiado romance de estreia de Helene Wecker é uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes na virada do século XX, os dois se tornam improváveis companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa.”

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O que aconteceu com Maze Runner?

O texto a seguir pode conter spoilers de: Trilogia Maze Runner. Depois não diga que eu não te avisei…

Sinto que esse será um longo post. Assim como foi também minha noite, tentando desesperadamente terminar o último livro da trilogia Maze Runner em busca de respostas para o eletrizante cenário montado para Thomas e seus companheiros.

Só que, como tão bem resumiu uma resenha que vi no Skoob, A Cura Mortal nada, nada, nada com mais vontade e depois morre na praia.

Não que James Dashner seja um escritor impecável nos dois primeiros volumes, Correr ou Morrer e Prova de Fogo. Eu jamais o indicaria como um autor exemplar. Alguns momentos de sua narrativa causam certo incômodo, como os diálogos infantis entre os Clareanos e cenas de “flerte” totalmente descabidas em momentos de perigo extremo, além de pecar no aprofundamento psicológico dos personagens. Porém, o enredo intrincado, o clima de mistério e as cenas de ação contadas sempre em ritmo frenético fazem com que a gente esqueça esses atos falhos. É daquelas histórias que a gente simplesmente precisa saber o que está por trás de tudo. Confesso que li os dois primeiros livros com um sorriso no rosto e mal conseguia me conter para ler o fim da trilogia.

Fonte: hdwallpapers.in - Reprodução

Fonte: hdwallpapers.in – Reprodução

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