7 grandes mães que habitam minha estante

O texto a seguir pode conter spoilers de: Harry Potter, Game of Thrones, Um Perfeito Cavalheiro, Norte e Sul, Marley & Eu. Depois não diga que eu não te avisei…

Chegou o dia das mães! E nada melhor para comemorar essa data do que relembrar algumas das mais memoráveis figuras maternas que habitam minha estante.

Sra Bennett e filhas Fonte: fanpop.com - Reprodução

Sra Bennet e filhas Fonte: fanpop.com – Reprodução

O critério aqui é a ligação entre mãe e filho, o quanto a maternidade é importante como faceta na criação do personagem.  Ou seja, não estarei considerando se a pessoa em questão é boazinha ou não, se criou bem os filhos ou não. Quero apenas separar personagens cujo papel de mãe seja crucial para o desenvolvimento da história.

No processo de escolha das top 7, precisei deixar muita gente de fora. Queria registrar aqui uma menção honrosa à Sra. Bennet, de Orgulho e Preconceito, e à Sra. Coulter, da Trilogia Fronteiras do Universo, que infelizmente não puderam estar presentes nesta lista.

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Ambientação: por que a roupa importa?

Que ambientação é peça chave pra escrever uma boa história, todo mundo já sabe. Os elementos que circundam o enredo são importantes para dar tom à narrativa e delimitar a personalidade de personagens. É o que chamamos de contexto: tudo aquilo que caracteriza a situação da história e serve como informação indireta para o leitor.  Sem contexto, fica difícil criar imersão, fazer com que o público visualize a história como algo real e palpável.

E embora dez a cada dez escritores se preocupem com a ambientação em sua forma mais óbvia (onde a história acontece, em que período histórico, como está o clima…), são poucos os que levam em consideração o poder narrativo de uma ambientação focada nos detalhes. Linguagem corporal, a temperatura de um café, a música de fundo, um bichinho de estimação: tudo pode servir como ferramenta para transmitir informações ao leitor de maneira implícita. E um recurso valioso, porém pouquíssimo explorado, é o tal do figurino.

Quem não lembra do filme Miss Simpatia? Fonte: lipsticksandlabels.wordpress.com - Reprodução

Quem não lembra do filme Miss Simpatia? Fonte: lipsticksandlabels.wordpress.com – Reprodução

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O dia em que Neil Gaiman mudou mais um pouquinho da minha vida

O texto a seguir pode conter spoilers de: O Oceano no Fim do Caminho. Depois não diga que eu não te avisei…

Neil Gaiman é um daqueles caras que mais do que contar uma boa história, sabe como fazer você refletir sobre elas. De um jeito que muda sua percepção sobre o mundo, sobre si mesmo, para sempre. São poucos os autores que conseguem causar essa sensação. Uma emoção dolorida que atravessa o peito quando a gente vira a última página. Que deixa a gente com olhos vidrados e pensamento longe por dias a fio. São poucos, mesmo. Talvez apenas Pullman consiga igualar o sentimento que Gaiman desperta em mim com seus livros.

(Pullman, seu desgraçado, você me fez chorar em posição fetal por mais de uma hora!)

Fonte: journal.neilgaiman.com - Reprodução

Fonte: journal.neilgaiman.com – Reprodução

O Oceano no Fim do Caminho é um livro curtinho, daqueles pra ler num fôlego só. Já estava com ele na estante faz um tempinho,  e aproveitei uma sala de espera de consultório pra iniciá-lo. A noite já ia alta quando terminei, incapaz de largar o bendito do livro.

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O marketing dos dinossauros

O texto a seguir pode conter spoilers de: Os Senhores dos Dinossauros. Depois não diga que eu não te avisei…

Terminei a leitura de Os Senhores dos Dinossauros, livro de Victor Milán publicado aqui no Brasil pela Darkside. E espero que estejam todos confortáveis, porque esse post vai ser um daqueles beeem longos (por isso não vou me estender com a sinopse, mas você pode dar uma olhada nessa resenha do Desbravando Livros para ter uma ideia).

Fonte: zenoagency.com - Reprodução

Fonte: zenoagency.com – Reprodução

Vocês não imaginam o tamanho da minha empolgação ao tomar conhecimento da existência desta obra. Fui uma criança que colecionava dinossauros de plástico com dedicação, decorando o nome das espécies e sua distribuição geográfica. Perdi as contas das vezes em que assisti Jurassic Park e Em Busca do Vale Encantado, pirando sempre que o Ranger azul convocava seu zord tricerátops. E é claro que eu sonhava em ler um épico contendo dinossauros, no melhor estilo cavalaria medieval. Se já tínhamos tantos dragões, porque não nossos conterrâneos pré-históricos? Então, sim, eu tinha grandes pretensões para o livro do Victor Milán. E a maioria delas infelizmente não foi correspondida.

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