Por que vale a pena ler Golem e o Gênio

O texto a seguir pode conter spoilers de: Golem e o Gênio. Depois não diga que eu não te avisei…

Golem e o Gênio foi um livro que me apresentou a uma atmosfera completamente nova dentro do gênero da fantasia. Eu já conhecia os épicos mais tradicionais, onde a magia encontra-se encaixada no cenário medieval. Já conhecia o estilo de Neil Gaiman, onde o fantástico coexiste em silêncio com a sociedade, mostrando-se apenas àqueles dispostos a prestar atenção. Conhecia as histórias futuristas, as passadas em outros planetas, e também os steampunks sobrenaturais que mesclam a magia com boas doses de ciência.

Mas Golem e o Gênio é outra coisa. Um livro que cheira a poeira, incenso e concreto.

Fonte: io9.com - Reprodução

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“O premiado romance de estreia de Helene Wecker é uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes na virada do século XX, os dois se tornam improváveis companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa.”

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O que aconteceu com Maze Runner?

O texto a seguir pode conter spoilers de: Trilogia Maze Runner. Depois não diga que eu não te avisei…

Sinto que esse será um longo post. Assim como foi também minha noite, tentando desesperadamente terminar o último livro da trilogia Maze Runner em busca de respostas para o eletrizante cenário montado para Thomas e seus companheiros.

Só que, como tão bem resumiu uma resenha que vi no Skoob, A Cura Mortal nada, nada, nada com mais vontade e depois morre na praia.

Não que James Dashner seja um escritor impecável nos dois primeiros volumes, Correr ou Morrer e Prova de Fogo. Eu jamais o indicaria como um autor exemplar. Alguns momentos de sua narrativa causam certo incômodo, como os diálogos infantis entre os Clareanos e cenas de “flerte” totalmente descabidas em momentos de perigo extremo, além de pecar no aprofundamento psicológico dos personagens. Porém, o enredo intrincado, o clima de mistério e as cenas de ação contadas sempre em ritmo frenético fazem com que a gente esqueça esses atos falhos. É daquelas histórias que a gente simplesmente precisa saber o que está por trás de tudo. Confesso que li os dois primeiros livros com um sorriso no rosto e mal conseguia me conter para ler o fim da trilogia.

Fonte: hdwallpapers.in - Reprodução

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Locke Lamora – nosso malvado favorito

O texto a seguir pode conter spoilers de: As Mentiras de Locke Lamora. Depois não diga que eu não te avisei…

Quando eu era criança, não me importava muito com o tipo de lição que um livro poderia me ensinar ou com quais aprendizados poderiam surgir de uma história. Eu apenas desejava que o enredo me cativasse, que me fizesse rir e querer participar da aventura junto aos personagens. Me sentir no meio da ação. Lógico que eu acabaria aprendendo várias coisas úteis no caminho, mesmo que inconscientemente, mas este não era o objetivo principal.

Com o tempo, comecei a focar mais em livros que continham críticas a algum aspecto social ou ideológico, que mostravam novos pontos de vista ou culturas. Abria exceções apenas para os romances de época (um efeito colateral de quem lê Jane Austen) e para os épicos de fantasia/cavalaria (me pergunto até hoje o que diabos vi em Eragon).

Mas aí dei de cara com As Mentiras de Locke Lamora, primeiro volume da série Nobres Vigaristas do Scott Lynch. E pude lembrar como é bom poder se perder de vez em quando nas páginas de uma boa história. De virar criança de novo. E de ter um novo malvado favorito.

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com - Reprodução

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Quando Austen encontra Aidan

O texto a seguir pode conter spoilers de: Orgulho e Preconceito, An Assembly Such as This. Depois não diga que eu não te avisei…

“For a few breathless heartbeats, Town and Country took stock of each other and rushed to a dizzying variety of conclusions.”

Pamela Aidan nasceu na Pensilvânia em outubro de 1953. Amante dos livros, formou-se na Universidade de Illinois e trabalhou como bibliotecária por cerca de 30 anos. Jane Austen sempre esteve presente em sua vida: Orgulho e Preconceito ganhou o posto de romance favorito ainda durante o ensino médio.

Eis que, em 1995, enquanto a BBC exibia a minissérie Pride and Prejudice (aquela com o Colin Firth), uma ideia começou a se formar na mente de Aidan: como seria a história de Orgulho e Preconceito se esta fosse contada a partir do ponto de vista de Darcy?

Foi assim que, alguns anos depois, surgiu a trilogia “Fitzwilliam Darcy, Gentleman”, uma cuidadosa releitura do romance criado por Austen. A série é composta pelas obras “An Assembly Such as This”, “Duty and Desire” e “These Three Remain”, que acabei conhecendo após uma matéria que elegia as melhores adaptações e spin-offs de Orgulho e Preconceito (você pode ver a lista completa clicando aqui).  O post de hoje será focado no primeiro volume da coleção, que infelizmente ainda não está disponível para o português… Bora ver isso aí, né, editoras?

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ - Reprodução

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ – Reprodução

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