Locke Lamora – nosso malvado favorito

O texto a seguir pode conter spoilers de: As Mentiras de Locke Lamora. Depois não diga que eu não te avisei…

Quando eu era criança, não me importava muito com o tipo de lição que um livro poderia me ensinar ou com quais aprendizados poderiam surgir de uma história. Eu apenas desejava que o enredo me cativasse, que me fizesse rir e querer participar da aventura junto aos personagens. Me sentir no meio da ação. Lógico que eu acabaria aprendendo várias coisas úteis no caminho, mesmo que inconscientemente, mas este não era o objetivo principal.

Com o tempo, comecei a focar mais em livros que continham críticas a algum aspecto social ou ideológico, que mostravam novos pontos de vista ou culturas. Abria exceções apenas para os romances de época (um efeito colateral de quem lê Jane Austen) e para os épicos de fantasia/cavalaria (me pergunto até hoje o que diabos vi em Eragon).

Mas aí dei de cara com As Mentiras de Locke Lamora, primeiro volume da série Nobres Vigaristas do Scott Lynch. E pude lembrar como é bom poder se perder de vez em quando nas páginas de uma boa história. De virar criança de novo. E de ter um novo malvado favorito.

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com - Reprodução

Fonte: http://www.shinykittenstickers.com – Reprodução

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Quando Austen encontra Aidan

O texto a seguir pode conter spoilers de: Orgulho e Preconceito, An Assembly Such as This. Depois não diga que eu não te avisei…

“For a few breathless heartbeats, Town and Country took stock of each other and rushed to a dizzying variety of conclusions.”

Pamela Aidan nasceu na Pensilvânia em outubro de 1953. Amante dos livros, formou-se na Universidade de Illinois e trabalhou como bibliotecária por cerca de 30 anos. Jane Austen sempre esteve presente em sua vida: Orgulho e Preconceito ganhou o posto de romance favorito ainda durante o ensino médio.

Eis que, em 1995, enquanto a BBC exibia a minissérie Pride and Prejudice (aquela com o Colin Firth), uma ideia começou a se formar na mente de Aidan: como seria a história de Orgulho e Preconceito se esta fosse contada a partir do ponto de vista de Darcy?

Foi assim que, alguns anos depois, surgiu a trilogia “Fitzwilliam Darcy, Gentleman”, uma cuidadosa releitura do romance criado por Austen. A série é composta pelas obras “An Assembly Such as This”, “Duty and Desire” e “These Three Remain”, que acabei conhecendo após uma matéria que elegia as melhores adaptações e spin-offs de Orgulho e Preconceito (você pode ver a lista completa clicando aqui).  O post de hoje será focado no primeiro volume da coleção, que infelizmente ainda não está disponível para o português… Bora ver isso aí, né, editoras?

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ - Reprodução

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ – Reprodução

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Pequenos Deuses e suas grandes genialidades

O texto a seguir pode conter spoilers de: Pequenos Deuses. Depois não diga que eu não te avisei…

“O medo é uma terra estranha. Nele, a obediência cresce como milho, em fileiras que facilitam a colheita. Mas, às vezes, nele crescem as batatas do desafio, que florescem no subsolo.”

Já fazia um tempo que eu desejava ler algo no universo Discworld, idealizado pelo falecido Terry Pratchett. Eis que numa dessas reviravoltas do destino, ganhei um exemplar de Pequenos Deuses em um sorteio. Comecei a ler logo em seguida, imaginando que renderia algumas risadas e um post bacana, talvez uma lista. Só não sabia que estava para encontrar um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Por isso, com sua licença, pretendo passar o resto do texto a seguir divagando sobre o quanto Pequenos Deuses é uma obra maravilhosa.

Capa da Bertrand e Pratchett numa maravilhosa risada. Foto por Brad Wakefield / SWNS.com - Reprodução

Capa da Bertrand e Pratchett numa autêntica risada. Foto por Brad Wakefield / SWNS.com – Reprodução

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Bem e Mal – uma linha tênue

O texto a seguir pode conter spoilers de: Senhor dos Anéis, Harry Potter, Game of Thrones. Depois não diga que eu não te avisei…

Ao contrário das fábulas que estamos acostumados a ler durante a infância, os arquétipos de mocinho e bandido nem sempre estão claros na vida real. Dentro do nosso mundo, não é tão fácil julgar quem é fada madrinha e quem faz o papel da madrasta má.

E mesmo nas histórias infantis, as divisas entre bem e mal podem ser tênues. Taí o Shrek, um ogro inicialmente temido mas com coração de ouro, que não me deixa mentir.

Por isso, apesar de que muitas coisas podem ser representadas e compreendidas como dualidades (bem-mal, dia-noite, frio-calor, amor-ódio…), é melhor enxergar a vida sob o ponto de vista do Yin Yang.

Yin Yang Fonte: @moni158 DeviantArt - Reprodução

Yin Yang Fonte: @moni158 DeviantArt – Reprodução

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