Narrativa em abismo: as histórias feitas de histórias

As narrativas em abismo são recursos muito populares, com os quais temos contato o tempo todo, nas mais variadas mídias. No entanto, são poucas as vezes em que de fato tomamos conhecimento de que esses abismos estão lá, nos envolvendo. Hoje nós vamos dissecar esse conceito, não só para que você saiba identificá-lo mas também para que possa usar essa poderosa ferramenta em suas próprias histórias.

Fonte: triciagosingtian.com - Reprodução

Fonte: triciagosingtian.com – Reprodução

O termo surgiu a partir do francês “mise en abyme, criado em 1893 pelo escritor André Gide, vencedor do Nobel de Literatura. Gide, na época, não falava especificamente de livros: a expressão fazia referência a qualquer “trabalho dentro de um trabalho”, qualquer mídia que trouxesse mídias de mesmo tipo aninhadas em sua estrutura.

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Here be Dragons – vamos falar sobre dragões

Desde que li o segundo livro da série Temeraire, da Naomi Novik, tenho andado às voltas com um tópico bem querido para os leitores de fantasia: dragões. Um assunto que só fez crescer com a chegada de mais uma temporada de Game of Thrones.

Fonte: mikeazevedo.deviantart.com - Reprodução

Fonte: mikeazevedo.deviantart.com – Reprodução

Pensava eu: quase todas as culturas, em algum ponto de sua História, chegaram ao conceito do dragão. Um conceito que converge. É como se o dragão fosse uma das mais antigas e proeminentes criaturas folclóricas de todos os tempos, encontrada nas bandeiras chinesas, nas armaduras medievais, nos escudos vikings, nos símbolos de realeza do Vietnã. E ao mesmo tempo, se é tão difundido, como poderia ser uma figura tão flexível?

Se pensarmos em outros seres fantásticos, veremos que sua caracterização é bem delimitada. Um unicórnio sempre será, de modo geral, um equino com um chifre único, costumeiramente branco. Um vampiro (mesmo os que brilham no Sol e nos matam de vergonha) sempre será um ser que se alimenta de sangue. Embora existam variações, a criatura mantém certos traços.

Mas e o dragão? O que faz de um dragão…um dragão?

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7 grandes mães que habitam minha estante

O texto a seguir pode conter spoilers de: Harry Potter, Game of Thrones, Um Perfeito Cavalheiro, Norte e Sul, Marley & Eu. Depois não diga que eu não te avisei…

Chegou o dia das mães! E nada melhor para comemorar essa data do que relembrar algumas das mais memoráveis figuras maternas que habitam minha estante.

Sra Bennett e filhas Fonte: fanpop.com - Reprodução

Sra Bennet e filhas Fonte: fanpop.com – Reprodução

O critério aqui é a ligação entre mãe e filho, o quanto a maternidade é importante como faceta na criação do personagem.  Ou seja, não estarei considerando se a pessoa em questão é boazinha ou não, se criou bem os filhos ou não. Quero apenas separar personagens cujo papel de mãe seja crucial para o desenvolvimento da história.

No processo de escolha das top 7, precisei deixar muita gente de fora. Queria registrar aqui uma menção honrosa à Sra. Bennet, de Orgulho e Preconceito, e à Sra. Coulter, da Trilogia Fronteiras do Universo, que infelizmente não puderam estar presentes nesta lista.

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7 tropes de vilão para aprender (ou evitar)

Sabe quando você está lendo um livro ou assistindo um filme e de repente se dá conta de que já conhece aquela estrutura narrativa de algum lugar? Ou quando do nada aquele plano maligno começa a soar muito familiar, como se aquela história já tivesse acontecido? Pois é, as chances são altas de que você esteja diante de um trope.

Fonte: Disney Villains by Blackbat13, DeviantArt - Reprodução

Fonte: Disney Villains by Blackbat13, DeviantArt – Reprodução

Trope, um aportuguesamento da palavra homônima em inglês, são os “lugares-comuns” das histórias, elementos que aparecem com frequência em diversas mídias como ferramentas para movimentar o enredo, criar premissas ou até mesmo caracterizar personagens. Um trope pode ser desde um pequeno detalhe (como o “Power Walk”, quando todos os integrantes de um time, banda ou grupo de heróis qualquer caminham um ao do lado do outro, com os protagonistas no centro) até fórmulas complexas (como a clássica figura do Mentor, que ajuda o herói a alcançar seus objetivos enquanto busca a própria redenção).

É importante não confundir tropes com um clichês. Todo clichê é um trope, mas nem todo trope é um clichê. De fato, alguns tropes podem inclusive ajudar na criação de narrativas eficientes, e, cedo ou tarde, você também acabará utilizando algum deles. Mesmo que nem perceba.

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