Nada se cria, tudo se copia

Quem já teve que assistir alguma aula sobre Literatura, sabe que tudo nessa vida são fases. Barroco, Romantismo, Realismo, Arcadismo… parece que de uma hora pra outra as referências convergem e todo mundo passa a escrever parecido.

E é claro que as fases não se restringiram aos livros de História. Elas existem até hoje, regidas pelos acontecimentos históricos e uma espécie de “consciência coletiva”, que nos influencia subconscientemente.

Porém, toda vez que cumpro o ritual semanal de esgotar os anúncios online das livrarias (à procura do livro ideal na promoção mais ideal ainda), sinto que as coisas estão indo um pouco além. O crescimento do interesse pelos livros, que é um fenômeno maravilhoso, capaz de gerar autores-celebridade-milionários, também está criando uma triste cultura do lucro a qualquer custo.

Parece que, quando algum livro inovador alcança seu lugarzinho ao sol, as editoras começam uma guerra para ver quem será a próxima a se aproveitar do lucrativo novo filão do mercado. As obras estão cada vez menos “inspiradas em” ou “referenciadas por” e se tornando apenas “mais do mesmo”.

Giphy.com - Reprodução

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