11 dicas sobre arco e flecha que todo autor deveria saber

Arqueiros sempre ocuparam um lugar especial em nossos corações. O estereótipo é um dos mais famosos na fantasia medieval, perdendo talvez apenas para o cavaleiro de espada e o mago. Não é preciso nem pensar muito para lembrar um bom número de arqueiros presentes na cultura pop, muitos vivendo nos dias de hoje seus anos dourados de fama: Legolas, Merida, Katniss Everdeen, Robin Hood, Hawkeye…

Essa fascinação ocorre porque o arco e flecha possui um apelo dramático único quando inserido na narrativa. Ao contrário do combate corpo a corpo, vigoroso e imediato, o momento da flechada exige calma e concentração. Então, enquanto a adrenalina da espada é explosão física, ação, a adrenalina do arqueiro é contida, fria e calculada. Cenas de arco e flecha dão aquele frio na barriga, aquele silêncio sepulcral onde o tempo parece ficar suspenso. Quem nunca vibrou com uma descrição de meia página sobre o momento em que o herói estica a corda do arco, se concentra e faz a mira, enquanto prendemos a respiração junto a ele num instante recheado de tensão?

Ao mesmo tempo, o arco e flecha pode se tornar bastante dinâmico quando combinado à outras atividades, trazendo mais possibilidades para o personagem. Flechas podem ser utilizadas para caçar, içar cordas, apoiar escaladas, vencer torneios de tiro ao alvo. Em batalha, serve para criar ótimas estratégias de cerco.

Fonte: archery360.com - Reprodução

Fonte: archery360.com – Reprodução

(Se você for um Legolas da vida, serve também para trucidar olifantes…)

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A teoria BuUUBA na criação de narrativas

Numa daquelas providências do acaso, coloquei minhas mãos em um exemplar de “Gamification, Inc. – Como reinventar empresas a partir de jogos” (que você pode baixar gratuitamente aqui). A proposta do livro, escrito à quatro mãos por Ysmar e Maurício Vianna, Bruno Medina e Samara Tanaka, é bem didática: como aplicar conceitos de gamificação em ambientes reais de trabalho para conseguir uma maior motivação e, por consequência, um aumento de produtividade. E o que era pra ter sido puramente leitura acadêmica, logo acabou virando pano pra manga.

Capa do livro e autores. Fonte: http://www.livrogamification.com.br/ - Reprodução

Capa do livro e autores. Fonte: http://www.livrogamification.com.br/ – Reprodução

Dei de cara com uma teoria bem peculiar: a “Boom-uau-Uau-UAU-BOOM-Ahhh”. É, o nome é esse mesmo…

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O que aconteceu com Eragon?

O texto a seguir pode conter spoilers de: Eragon. Depois não diga que eu não te avisei…

Andei lendo Eragon, do Christopher Paolini, primeiro livro da série A Herança. Ok, sabemos que ele não é assim uma obra-prima da fantasia épica pra competir de igual para igual com Tolkien, Martin ou Pullman. É aquele livro pra relaxar num final de semana de preguiça no sofá, dar umas risadas e ser feliz porque você adora dragões (e quem não gosta?). E para esse propósito, a história serve bem.

No entanto, Eragon nunca alcançou o destaque que se esperava dele, o que sempre me intrigou.

Fonte: https://frankiecarroll.wordpress.com/2014/06/28/my-first-post-is-about-eragon/ - Reprodução

Fonte: https://frankiecarroll.wordpress.com/2014/06/28/my-first-post-is-about-eragon/ – Reprodução

Calma, calma. Sei que ele realmente vende bem e que seus fãs são numerosos. Mas não consigo enxergar o mesmo hype que tivemos com Game of Thrones ou até mesmo o que estamos vendo surgir com A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Rothfuss. A adaptação cinematográfica dispensa comentários: fracasso de crítica, nunca teve continuação.  Apesar do livro ser constantemente lembrado e já ser considerado um clássico da fantasia, permanece sempre confinado na seção “infanto-juvenil”. Um épico sem grande pretensão.

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A maldição do primeiro capítulo

Não importa se você está escrevendo um livro, uma crônica, uma redação ou aquele cartão de Natal pros parentes. A pior cena de horror para qualquer escritor é sempre a mesma: a maldita tela em branco. O cursor piscando sem parar no cantinho da folha, desafiando sua capacidade de começar.

Você se prepara, limpa a mesa, alonga os braços, bebe um copinho d’água e digita a primeira palavra. Não, melhor apagar. Depois de pensar por uns cinco minutos, resolve finalmente escrever uma frase completa. Mas não sei, essa frase não tem o impacto que você estava procurando… Melhor apagar também. Pelo visto, apesar de a história estar toda na sua cabeça, aquilo que irá tirar seu sono será mesmo o parágrafo inicial.

E o cursor continua ali piscando, rindo da sua cara.

Maldito! - Fonte: http://www.functionx.com/word/Lesson03.htm - Reprodução

Maldito! – Fonte: http://www.functionx.com/word/Lesson03.htm – Reprodução

Mas afinal, porque é tão difícil vencer a maldição do primeiro capítulo? E porque as palavras que iniciam uma história são tão importantes?

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