Brandon Sanderson: Quero mostrar que existe algo de inerentemente bom no ser humano – TRADUÇÃO

Existem algumas entrevistas que me deixam mais apaixonada por um autor do que o próprio livro. Em dezembro de 2016, Brandon Sanderson teve uma conversa com Josep Lapidario para a revista JotDown, da Espanha. E foi uma coisa tão incrível, tão rica em referências e debates, que logo a entrevista tornou-se uma queridinha entre os fãs do autor.

Mas ela até então só existia em inglês e espanhol. E eu sinceramente acredito que um texto desse mereça ser disponibilizado para o mundo todo, para alcançar qualquer pessoa que se interesse pela ficção fantástica. Seja você autor, leitor ou mero simpatizante da área, você merece ler isso.

Num esforço hercúleo, usei todo o meu inglês para entregar esta versão traduzida. Lembrando que os direitos autorais pertencem à JotDown e que eu não sou uma tradutora profissional. Ah, também tentei ser o mais fiel possível, mas tem coisa que simplesmente fica muito feia ao pé da letra e meu ouvido frescurento não aceita. Então saiba que 99% do que está aí foi traduzido tal qual estava, mas que aquele 1% é vagabundo.

Fonte: Jorge Quiñoa – JotDown – Reprodução

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Quem são as Mulheres Perigosas? (+SORTEIO)

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mulheres Perigosas. Depois não diga que eu não te avisei… Caso você queira participar do sorteio sem que eu estrague toda a surpresa de ler o livro, basta rolar a página até o final do post e fazer promessa do mindinho de que vai voltar aqui pra ler a resenha algum dia. ;)

Lagerthinha pra representar as manas. Fonte: Tobias Goldschalt – Reprodução

Bem, eu já andava de olho em Mulheres Perigosas desde que a Leya anunciou a publicação aqui no Brasil. Gosto de contos, adoro ver pessoas diferentes trabalhando um mesmo tema e simpatizei muito com o trabalho de Martin e Gardner Dozois em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias. Antologias são oportunidades muito boas de conhecer novos autores sem precisar se comprometer com calhamaços ou séries de 10 livros. É como um aperto de mão educado e um flerte na mesa do bar.

Se isso já não fosse motivo suficiente para se interessar pela obra, a temática do livro apela ainda mais fundo para o meu coração: mulheres perigosas. Então quer dizer que eu vou juntar um punhado de autores incríveis (entre eles Martin, Sanderson e Gabaldon, que são mui admirados aqui no blog) e vou colocar todos eles para me contar histórias protagonizadas por mulheres fortes e complexas? Como eu poderia não querer ler isso?

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Precisamos conversar uma última vez sobre Mistborn

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mistborn – O Herói das Eras. Depois não diga que eu não te avisei…

Com Brandon Sanderson, nada está tão bom que não possa ficar ainda melhor. Se O Império Final já havia fritado meus neurônios e O Poço da Ascensão havia me feito ficar em posição fetal por alguns minutos, no terceiro livro da série, O Herói das Eras, o autor elevou sua narrativa a um novo patamar.

Este não é só um romance de fechamento de trilogia, um livro que apenas conecta pontas e revela segredos. Ele vai além, dando um novo significado para todos os acontecimentos anteriores, para todos os personagens, mesmo os mais banais. O Herói das Eras deixa a sensação de que boas histórias são conduzidas por tramas maiores, por emaranhados de fios cujas pontas não temos controle algum. É um livro que torna sua trilogia…grandiosa.

Fonte: Pinterest – Reprodução

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Precisamos voltar a conversar sobre Mistborn

O texto a seguir pode conter spoilers de: Mistborn – O Poço da Ascensão. Depois não diga que eu não te avisei…

E de novo Brandon Sanderson consegue me roubar uma semana de vida. Agora, estive às voltas com O Poço da Ascensão, segundo volume da trilogia Mistborn – Nascidos da Bruma, que, assim como seu antecessor, O Império Final, conseguiu deixar minha mente de pernas para o ar.

Fonte: marcsimonetti.deviantart.com - Reprodução

Fonte: marcsimonetti.deviantart.com – Reprodução

Não que eles sejam livros parecidos. Longe disso.

Enquanto o Império Final foca na derrubada de um regime ditatorial, de um grande antagonista, O Poço da Ascensão focará em problemas administrativos e questões mais pessoais. Embora ainda recorra ao tom grandioso, o segundo livro mostrará seus personagens muito mais preocupados sobre como deixarão seus nomes no mundo, sobre como serão lembrados, sobre seus arrependimentos e incertezas, do que realmente buscando um bem maior, uma salvação.

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