A Rainha Vermelha: o Frankenstein de Victoria Aveyard

O texto a seguir pode conter spoilers de: A Rainha Vermelha. Depois não diga que eu não te avisei…

Sabe quando um livro tem uma legião de fãs apaixonados, vai ser adaptado para o cinema, você recebe um monte de recomendações e quando finalmente vai ler…é um balde de água fria? Sabe quando você simplesmente não entende como uma história faz tanto sucesso e começa a se perguntar se é você que está imaginando coisas e enxergando mais caroço do que angu?

É óbvio que prefiro escrever resenhas positivas (eu e toda a torcida do Flamengo), mas tem vezes que não dá. Tem vezes que é mais forte que eu, que as coisas ficam gritando na minha cabeça, implorando para serem ditas.

Fonte: Youtube e capa oficial do livro - Reprodução

Fonte: Youtube e capa oficial do livro – Reprodução

Tudo isso aconteceu comigo ontem, lendo A Rainha Vermelha, romance de estréia da trilogia da Victoria Aveyard. Antes de dissecar o livro e explicar todas as minúcias que me fizeram torcer o nariz pra história, peço desculpas adiantadas aos fãs e relembro que não sou nenhuma crítica especializada, e apenas compartilho minhas opiniões baseadas em vivência e experiência literária. Ou seja, opinião pessoal é bom e a gente respeita: as nossas e também as dos outros.

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Quando Austen encontra Aidan

O texto a seguir pode conter spoilers de: Orgulho e Preconceito, An Assembly Such as This. Depois não diga que eu não te avisei…

“For a few breathless heartbeats, Town and Country took stock of each other and rushed to a dizzying variety of conclusions.”

Pamela Aidan nasceu na Pensilvânia em outubro de 1953. Amante dos livros, formou-se na Universidade de Illinois e trabalhou como bibliotecária por cerca de 30 anos. Jane Austen sempre esteve presente em sua vida: Orgulho e Preconceito ganhou o posto de romance favorito ainda durante o ensino médio.

Eis que, em 1995, enquanto a BBC exibia a minissérie Pride and Prejudice (aquela com o Colin Firth), uma ideia começou a se formar na mente de Aidan: como seria a história de Orgulho e Preconceito se esta fosse contada a partir do ponto de vista de Darcy?

Foi assim que, alguns anos depois, surgiu a trilogia “Fitzwilliam Darcy, Gentleman”, uma cuidadosa releitura do romance criado por Austen. A série é composta pelas obras “An Assembly Such as This”, “Duty and Desire” e “These Three Remain”, que acabei conhecendo após uma matéria que elegia as melhores adaptações e spin-offs de Orgulho e Preconceito (você pode ver a lista completa clicando aqui).  O post de hoje será focado no primeiro volume da coleção, que infelizmente ainda não está disponível para o português… Bora ver isso aí, né, editoras?

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ - Reprodução

Capas. Fonte: https://samantaf2010.wordpress.com/2011/02/16/fitzwilliam-darcy-gentleman-trilogia/ – Reprodução

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O sucesso do livro interativo

Está cada vez mais comum ver algum adulto por aí, de olhos brilhantes, carregando uma caixinha de lápis de cor e colorindo desenhos. Esse novo boom de livros interativos parece estar vindo com tudo, e parece que seu foco realmente não é o mundo infantil.

A cara dessa revolução é a autora escocesa Johanna Basford, autora dos livros “Jardim Secreto” e “Floresta Encantada”. Sua obra consiste de páginas e mais páginas de desenhos intrincados em preto e branco, perfeitos para serem coloridos e se tornarem quadros dignos de mostrar pra família.

Capas de Jardim Secreto e Floresta Encantada, em inglês. Fonte: Amazon - Reprodução

Capas de Jardim Secreto e Floresta Encantada, em inglês. Fonte: Amazon – Reprodução

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Nada se cria, tudo se copia

Quem já teve que assistir alguma aula sobre Literatura, sabe que tudo nessa vida são fases. Barroco, Romantismo, Realismo, Arcadismo… parece que de uma hora pra outra as referências convergem e todo mundo passa a escrever parecido.

E é claro que as fases não se restringiram aos livros de História. Elas existem até hoje, regidas pelos acontecimentos históricos e uma espécie de “consciência coletiva”, que nos influencia subconscientemente.

Porém, toda vez que cumpro o ritual semanal de esgotar os anúncios online das livrarias (à procura do livro ideal na promoção mais ideal ainda), sinto que as coisas estão indo um pouco além. O crescimento do interesse pelos livros, que é um fenômeno maravilhoso, capaz de gerar autores-celebridade-milionários, também está criando uma triste cultura do lucro a qualquer custo.

Parece que, quando algum livro inovador alcança seu lugarzinho ao sol, as editoras começam uma guerra para ver quem será a próxima a se aproveitar do lucrativo novo filão do mercado. As obras estão cada vez menos “inspiradas em” ou “referenciadas por” e se tornando apenas “mais do mesmo”.

Giphy.com - Reprodução

Giphy.com – Reprodução

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