Um steampunk pra ninguém botar defeito

Já tem um tempo que ando interessada no gênero steampunk (acho que desde a trilogia Fronteiras do Universo). Afinal, a temática entrelaça duas características que me atraem, romances vitorianos e engenhocas científicas. Pois eis que em minhas andanças acabei topando com a série O Protetorado da Sombrinha, da escritora americana Gail Carriger.

Se o título peculiar e o aviso “a série de steampunk mais cultuada do mundo” não já fossem motivo suficiente para chamar minha atenção, some o fato de que Gail Carriger, cujo verdadeiro nome é Tofa Borregaard, é arqueóloga e cita Dickens e Austen como suas principais influências. Tão logo surgiu a oportunidade, coloquei as mãos em “Alma?”, o primeiro volume da série de cinco livros. Acabei lendo em apenas um dia e não poderia ter ficado mais feliz.

Gail Carriger e capa do livro Fonte: gailcarriger.com - Reprodução

Gail Carriger e capa do livro Fonte: gailcarriger.com – Reprodução

(“Alma?” foi também meu primeiro contato com a editora Valentina, que merece ser parabenizada pela qualidade de impressão. Ponto extra pelo pequeno polvo impresso em cada uma das páginas.)

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Mas e o tal steampunk?

Brian Kesinger - Reprodução

Brian Kesinger – Reprodução

Vejo muita gente interessada no termo steampunk ultimamente. Mas apesar do tema estar ganhando espaço nas livrarias e no gosto popular, poucas pessoas realmente conhecem suas bases históricas.

O steampunk surgiu como um subgênero literário, uma das ramificações da ficção científica. Suas narrativas abordam universos alternativos onde a tecnologia é muito mais avançada do que a disponível para a época. Mais ou menos como vemos nos Flinstones. Porém, o steampunk, como já sugere o nome, foca sua atenção para a era do motor a vapor, o auge do período vitoriano britânico, entre 1837 e 1901.

O Goodreads define o steampunk através do slogan “Como teria sido o passado se o futuro tivesse acontecido mais cedo”. Ou seja, invenções modernas como robôs, computadores, submarinos e radares funcionariam à base de vapor, óleo, engrenagens, alavancas e carvão. Por isso, podemos chamar o estilo de “retro-futurista” (palavrinha contraditória essa, eu sei). No gênero steampunk, o vapor se consolida com tanta força como a principal fonte de energia que não sobra muito espaço para o desenvolvimento da eletricidade. O que não impede que a ciência esteja em pleno auge criativo.

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