TBS entrevista: Gail Carriger

Quando li pela primeira vez sobre O Protetorado da Sombrinha no blog da Coruja, sabia que havia encontrado uma mina de ouro. Se não me falha a memória, comprei o primeiro livro da série logo depois numa promoção da Amazon, devorando cada uma das páginas em menos de 24h. De lá pra cá, minha fascinação por Gail Carriger só aumenta.

Fonte: Robert Andruszko – Reprodução

Afinal, como não se surpreender com alguém que é formada em Arqueologia e escreve romances góticos com pitadas de steampunk, humor, investigação policial e erotismo sobrenatural? Aliás, vocês já pararam para apreciar o guarda-roupa da Gail Carriger?

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Um steampunk pra ninguém botar defeito

Já tem um tempo que ando interessada no gênero steampunk (acho que desde a trilogia Fronteiras do Universo). Afinal, a temática entrelaça duas características que me atraem, romances vitorianos e engenhocas científicas. Pois eis que em minhas andanças acabei topando com a série O Protetorado da Sombrinha, da escritora americana Gail Carriger.

Se o título peculiar e o aviso “a série de steampunk mais cultuada do mundo” não já fossem motivo suficiente para chamar minha atenção, some o fato de que Gail Carriger, cujo verdadeiro nome é Tofa Borregaard, é arqueóloga e cita Dickens e Austen como suas principais influências. Tão logo surgiu a oportunidade, coloquei as mãos em “Alma?”, o primeiro volume da série de cinco livros. Acabei lendo em apenas um dia e não poderia ter ficado mais feliz.

Gail Carriger e capa do livro Fonte: gailcarriger.com - Reprodução

Gail Carriger e capa do livro Fonte: gailcarriger.com – Reprodução

(“Alma?” foi também meu primeiro contato com a editora Valentina, que merece ser parabenizada pela qualidade de impressão. Ponto extra pelo pequeno polvo impresso em cada uma das páginas.)

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Mas e o tal steampunk?

Brian Kesinger - Reprodução

Brian Kesinger – Reprodução

Vejo muita gente interessada no termo steampunk ultimamente. Mas apesar do tema estar ganhando espaço nas livrarias e no gosto popular, poucas pessoas realmente conhecem suas bases históricas.

O steampunk surgiu como um subgênero literário, uma das ramificações da ficção científica. Suas narrativas abordam universos alternativos onde a tecnologia é muito mais avançada do que a disponível para a época. Mais ou menos como vemos nos Flinstones. Porém, o steampunk, como já sugere o nome, foca sua atenção para a era do motor a vapor, o auge do período vitoriano britânico, entre 1837 e 1901.

O Goodreads define o steampunk através do slogan “Como teria sido o passado se o futuro tivesse acontecido mais cedo”. Ou seja, invenções modernas como robôs, computadores, submarinos e radares funcionariam à base de vapor, óleo, engrenagens, alavancas e carvão. Por isso, podemos chamar o estilo de “retro-futurista” (palavrinha contraditória essa, eu sei). No gênero steampunk, o vapor se consolida com tanta força como a principal fonte de energia que não sobra muito espaço para o desenvolvimento da eletricidade. O que não impede que a ciência esteja em pleno auge criativo.

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