Precisamos conversar uma última vez sobre Vaelin Al Sorna

* Bora ser fangirl/fanboy uma última vez? *

O texto a seguir contém spoilers de: A Rainha do Fogo. Depois não diga que eu não te avisei…

Fonte: Pinterest – Reprodução

Finalizar uma trilogia, do ponto de vista do autor, é sempre uma coisa complicada. Cada volume precisa ter sua própria cadência, com começo, meio e fim. Não dá pra simplesmente cortar o texto numa parte aleatória e mandar pra gráfica.

Isso significa que as coisas não serão lineares, você vai ter de criar uma montanha-russa progressiva e lidar com as expectativas do leitor. O primeiro livro é o início da aventura, onde todo mundo coloca os cintos, se acostuma com o movimento e experimenta os primeiros sacodes. É um livro ascendente que forma seu próprio clímax. Já o segundo livro esfria e prepara para a próxima subida. Ele precisa criar fôlego e tensão, tendo que terminar no exato momento em que o carrinho se prepara pra cair. E o terceiro…bem, o terceiro tem que ser a descida mais incrível da montanha-russa, com reviravoltas e chacoalhadas o suficiente para te fazer pensar “isso sim que é adrenalina”. E, claro, o terceiro livro precisa te trazer de volta à estação em segurança: precisa te dar um final, um desfecho.

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Precisamos voltar a conversar sobre Vaelin Al Sorna

* Bora falar de coisa boa? Bora falar de Vaelin Al Sorna *

Fonte: desbravandolivros.blogspot.com.br – Reprodução

Antes de começar, disclaimer: você sabe que isso aqui vai estar cheio de spoilers sobre O Senhor da Torre, né? Ótimo, fico mais tranquila.

Minha jornada começou com o segundo livro da trilogia A Sombra do Corvo numa mão e um punhado de dúvidas na outra: eu sabia que a condução da narrativa seria bem diferente neste volume. Anthony Ryan expandiria seu universo e, ao invés de acompanharmos as peripécias do nosso mocinho favorito, teríamos agora os pontos de vista de mais três personagens.

Essa decisão continua um tanto esquisita. Sou totalmente a favor de múltiplos pontos de vista, algo que traz robustez e profundidade ao enredo, mas acho que esse tipo de expectativa deve ser criada desde o primeiro livro. Nem que fosse com pequenos capítulos de transição sob o ponto de vista da Lyrna, ou mesmo um prólogo. SEI LÁ. Mas algo que chegasse no meu ouvido e falasse “ei, essa não é a história só do Vaelin, tá bem?”.

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Precisamos conversar sobre Vaelin Al Sorna

*Suas definições de homão da porra foram atualizadas*

Tudo começou inocentemente na CCXP Tour Nordeste, quando o Vagner do Desbravando Livros me recomendou a série A Sombra do Corvo. Tive certa resistência no início. A Canção do Sangue, primeiro volume da trilogia, não seria um livro que eu escolheria logo de cara. Sabe como é… outra série, outra aventura de capa e espada, outro sistema de magia, outro protagonista invencível… será que valia a pena um comprometimento desse tamanho?

Fonte: Detalhe da capa – Reprodução

Decidi topar o desafio. O Vagner tem um gosto literário oriundo das paredes de escudos cornwellianas, idôneo o suficiente pra gente dar um voto de confiança. Além disso, o autor é escocês e eu tenho um carinho irracional pelo país ainda que nunca tenha pisado naquelas terras (culpa da Diana Gabaldon e de várias outras autoras de romance de época).

Pra encurtar a história, eu comecei a ler o livro. E aí Vaelin Al Sorna aconteceu na minha vida. E aí eu tive que vir aqui pra iniciar outra série de textões.

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