TBS entrevista: Ridículas Cartas de Amor

Sofrer por amor, quem nunca?

A proposta da Antologia Ridículas Cartas de Amor é bem interessante: reviver os maiores clichês românticos sob nova roupagem, num viés inclusivo, atual e sobretudo humano. São 13 contos que percorrem cada recanto desse sentimento tão antigo e revelador. Afinal, acompanhar o desenrolar dessas histórias é também perceber o que nos forma como pessoas, nossas sutilezas e temores.

"Todas as cartas de amor são ridículas" Fonte: richardandnamaste.com - Reprodução

“Todas as cartas de amor são ridículas” Fonte: richardandnamaste.com – Reprodução

No caso de antologias, costumo fazer uma resenha em formato de entrevista, pois é quase impossível falar sobre histórias de três ou quatro páginas sem praticamente entregar o enredo inteiro. Até porque, acho mais bacana discutir sobre as ideias que originaram a temática da coletânea. Com Ridículas Cartas também seguiremos este modelo, mas com uma pequena alteração.

Achei que uma só voz não seria o suficiente pra representar uma obra tão plural. Então acabei convidando várias das autoras para uma espécie de “mesa redonda”. Nosso foco seria tentar definir conceitos e compreender os fatores que fizeram o Ridículas Cartas adquirir a cara e a personalidade que o livro apresenta hoje. Muitas das participantes são também colegas minhas do Valquírias (incluindo a Marcia, organizadora da antologia e meu braço direito nessa empreitada), e por isso foi um prazer enorme poder ouvir um pouco mais da opinião de cada uma delas.

Sim, nós vamos receber todas elas! Fonte: Tumblr - Reprodução

Sim, nós vamos receber todas elas! \o/ Fonte: Tumblr – Reprodução

É muito bonito quando a gente vê uma movimentação nacional para criar uma literatura impactante, de voz ativa. Ridículas Cartas me fez refletir sobre vários aspectos do amor, assim como a entrevista abaixo. E não é justamente esse um dos propósitos da leitura?

Você pode encontrar os exemplares de Ridículas Cartas de Amor através do site da Darda Editora ou diretamente com os autores da obra. Participam desta mesa redonda: Ana Paula Chicarelli, Diana Lara, Liv Cerveira, Marcia Dantas, Mariana Dantas, Nina Spim e Priscila Louredo.

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– Pra começar, gostaria de propor uma reflexão quanto à temática da antologia, e imagino que vocês também tenham quebrado a cabeça pensando nisso. Porque os clichês nos são tão atrativos? Porque aceitamos rever aquela mesma estrutura várias e várias vezes e ela ainda assim mexe com o nosso emocional? O que caracteriza um bom clichê?

Marcia Dantas: Acho que os clichês representam algo que deu certo, de alguma forma. Uma estrutura que está lá e que imaginamos que funcionará, que tocará o coração de alguma forma especial. Uma garantia de sucesso.

Diana Lara: Bem, para começar, acredito a grande magia do clichê é tentar adaptá-lo para que se torne diferente e o mais original possível, mesmo sendo clichê. E isso conversa diretamente com a questão de por que a maioria de nós optou por histórias de amor não concretizado, afinal o maior clichê de todos é o felizes para sempre no final.
Entra também a verossimilhança: quantas vezes nos apaixonamos, quantas vezes nos relacionamos efetivamente com a pessoa por quem nos apaixonamos e quantas vezes somos felizes para sempre? É possível que a relação ali seja de 100 para 10 para zero. Então quando nossos contos não tem felizes para sempre, ou sequer um relacionamento propriamente dito, estamos apenas refletindo a realidade, o que é o grande papel da literatura e sobretudo a melhor forma de adaptar o clichê.
Junto com isso, ainda conseguimos uma maior identificação dos leitores, afinal (quase) ninguém se identifica com a personagem bonita, forte, poderosa e confiante. Nós temos defeitos e é bom identificarmos nossos defeitos nos personagens que lemos, assim como as qualidades que eles (e nós) podemos desenvolver. O personagem mais rico é aquele que atende a proposta de ser ele mesmo com perfeição e não há maior perfeição do que um humano imperfeito.
Em suma, acredito que o clichê é uma oportunidade. Não de fazer igual, mas de expandir, de criar, de mudar e adaptar. O clichê pode ser exatamente o que você precisa, ou o que sua personagem precisa, para ser tornar aquilo a que ela está destinada a ser – e nem sempre sabemos que destino é esse até chegar lá. Não devemos ter medo de usar o clichê, mas sim de não utilizarmos o clichê certo, ou talvez clichês demais.

Ana Paula Chicarelli: Acho que o que caracteriza um bom clichê é justamente a riqueza de detalhes. Quando a cena é clichê, mas é bem contada, sem perceber a gente acaba gostando.

Priscila Louredo: Eu acho que não tem problema nenhum usar um clichê. Todas as histórias, ou pelo menos a grande maioria, é baseada no primeiro grande clichê narrativo que é a chamada “Jornada do Herói”. Acredito que as pessoas gostam de saber como algo vai desenrolar a história, de ter um pouco de certeza quanto a alguns pontos. Principalmente quando estamos falando de romances.

Mariana Dantas: Bom, eu acredito que depende do clichê. Tem alguns clichês que me atraem, e outros nem tanto. Acho que um bom clichê, apesar de ter uma mesma estrutura repetida, tem potencial para ter algum diferencial. Afinal, cada autor tem seu jeitinho especial de escrever, não é? Cada autor tem vivências, sentimentos e pensamentos diferentes, o que torna o estilo de escrita de cada um único. Assim, se eu tiver uma ideia e tentar escrevê-la, eu vou escrever de um jeito, e se eu passar para outra pessoa escrever, ela vai escrever do jeito dela. Então, por mais que seja um clichê, vai ter alguma coisa a mais, porque o autor vai colocar a sua visão no papel. Basta o autor se expressar à sua maneira, porque afinal, é disso que se trata a escrita. E foi isso que buscamos nessa antologia: dar um diferencial aos clichês e mostrar que, se escritos com a visão de cada um e com sentimento, damos beleza a eles.

Fonte: Tumblr - Reprodução

Fonte: Tumblr – Reprodução

– Ainda na temática do clichê, a antologia veio com uma gama muito diversificada de contos, com uma representatividade enorme. Recentemente, eu e a Marcia tivemos uma experiência com o projeto Valquírias, onde uma participante comentou da importância de revisitar o clichê numa abordagem LGBT. Como vocês visualizam essa questão? O clichê deixa de ser clichê quando aplicado a um público diferente e se torna releitura?

Liv Cerveira: Acredito que toda a representatividade contida nesse projeto é basicamente um grito. Uma resposta ao universo literário falando: isso é necessário, isso é o que queremos. Todos nós, autores, somos também, e talvez antes de tudo, leitores. Como leitora, posso dizer que o que me atrai em um clichê é a fantasia, mas também a identificação em algum nível. E que tipo de identificação pode existir quando não se tem representatividade? Me lembro da minha frustração quando eu era criança porque todas as minhas bonecas eram loiras e magras e em suas proporções ‘ideais’ e eu queria as personagens que via na televisão, no dia a dia, na vida. Então eu comecei a desenhá-las eu mesma, com seus cabelos ondulados, peles morenas, óculos, aparelhos ortodônticos, corpos e curvas em linhas imperfeitas e lápis de cor. E na escrita não foi muito diferente. Passei toda a minha adolescência lendo sobre esses casais heterossexuais e caucasianos (em sua grande maioria se abraçando na chuva) até que isso não foi mais o suficiente.  De repente eu me encontrava entediada nas livrarias, cansadas de ler a mesma história com os mesmos personagens. E não era porque se tratava de um clichê, mas porque existe mais do que isso. Porque podem e devem haver romances épicos entre Julietas e Julietas onde suas famílias são contra sua relação não por serem inimigas somente, mas por causa dos tons de suas peles, de suas origens, de sua sexualidade. Representatividade é fundamental em todos os aspectos de nossas vidas, e sim na literatura também porque ela é um refúgio, um lugar para escapar, sonhar e até mesmo inspirar. E porque quem ama clichês merece se encontrar ali tanto quanto em qualquer outro lugar.
Quanto ao clichê, não creio que ele precise abandonar seu título ao se tornar uma releitura. O gostinho continua o mesmo, sua estrutura fundamental também. Ele é a raiz, a seiva, o tronco. Ele é a base, um suporte fundamental. O que não quer dizer que as folhagens não possam mudar.

Nina Spim: Eu trabalho com literatura LGBT e, nela, tento inserir a representatividade que ainda é silenciada ou invisibilizada. Isso é, sim, importante quando se acredita na causa. Mas não acho que só porque a temática não contempla o nicho heteronormativo que isso se torna, automaticamente, uma renovação/inovação/releitura. Se você repetir todos os clichês narrativos que existem no nicho heteronormativo, o que há, essencialmente, de diferente? A narrativa ainda é a mesma. A temática, dentro desse clichê, deixa de oferecer representatividade e continua a perpetuar o que a maioria já leu antes, ou seja, não há novidade nenhuma. A temática LGBT, nesse caso, pode ser um chamariz bastante enganoso.

– Quando peguei meu exemplar de Ridículas Cartas pra ler, achei que minha glicose ia parar lá em cima. “Clichês românticos?” pensei, “vou até comprar uma barrinha de chocolate pra acompanhar”. E agora olhando pra trás, vejo que eu teria feito melhor escolhendo uma caixa de lenços (risos). Na opinião de vocês, o que motivou um sentimento praticamente unânime de despedida e desilusão? Porque o amor anda doendo tanto?

Nina Spim: Provavelmente, porque os contos tentaram refletir a realidade. Existe algo que gosto muito dentro da literatura, a verossimilhança, e acho importante usá-la como forma de legitimar o que escrevemos. Não acho que é o amor que dói, mas nós é que não andamos sabendo lidar com ele (retribuí-lo ou deixá-lo ir).

Eu tentando sobreviver aos contos da antologia. Fonte: Tumblr - Reprodução

Eu tentando sobreviver aos contos da antologia. Fonte: Tumblr – Reprodução

– E já que estamos falando sobre isso, sou obrigada a perguntar: Priscila, como foi para você escrever o único conto otimista em relação ao amor? Confesso que lê-lo foi quase uma tomada de ar para mim no meio de tantas histórias que fizeram o coração apertar (risos). 

Priscila Louredo: Eu só descobri que era o único otimista depois de pronto! Acho que é porque eu sou uma romântica incurável.  Eu até tento ser um pouco menos, mas quase sempre o amor vence no final dos meus textos. Até nos que não deveriam ser românticos! (risos)

– Uma das coisas que mais gostei na abordagem de Ridículas Cartas de Amor foi o fato de jamais haver uma vilanização das partes envolvidas no romance. Digo, com finais em sua maioria trágicos, foi bacana ver que os autores optaram por caracterizar conflitos de interesse, e não de caráter. Como vocês caracterizam a importância desse viés? A gente precisa aprender a lidar com corações partidos sem apontar culpados?

Marcia Dantas: Eu não lembro onde ouvi uma vez que num relacionamento todos tem sua parcela de culpa quando as coisas não vão bem. E foi algo que acabei vendo na prática nas pessoas ao meu redor. Então, quando escrevi meu conto, quis me aproximar dessa verdade. Gosto de falar de conflitos reais e de pessoas que a gente poderia encontrar na próxima esquina. Pelo menos para mim isso causa uma maior identificação.

– Outro tema recorrente no livro é a descoberta de sentimentos, a aceitação por parte dos personagens sobre a própria identidade. De certa forma, senti um clima de juventude na antologia, principalmente com as descobertas e aquele “friozinho na barriga” ao desbravar novas possibilidades. Como vocês caracterizam esses primeiros passos da vida amorosa de uma pessoa? Quais os desafios ao descrever personagens ainda imaturos em suas sexualidades e romances?

Mariana Dantas: Bom, certamente a adolescência é um período muito intenso em todos os sentidos, especialmente quando se trata da vida amorosa. Eu, como adolescente, digo que é muito difícil de distinguir o que é real e o que é “coisa de momento”, porque estamos num período de descobertas, e muitas coisas mudam com o tempo. Queremos algo permanente, que possa preencher aquele vazio da dúvida e da insegurança. Queremos nos encontrar, nos agarrar a algo que não escape tão facilmente de nossos dedos. E isso tudo entra em conflito com a imagem que queremos passar aos outros ao nosso redor. Temos medo que, se mostrarmos aos outros o que eles não querem ver, acabemos ficando sozinhos, pois as pessoas vão querer se afastar. Então, fazemos o possível para sermos aceitos, muitas vezes mudando o nosso jeito de ser sem perceber. Para mim, a adolescência é isso: as nossas vontades em conflito com as vontades dos outros. Quanto aos desafios de escrever personagens desse tipo, acredito que para mim tenha sido até fácil (por mais que eu tenha representado um garoto ao invés de uma garota, porque eu tenho muita dificuldade em escrever homens) já que foi mais um processo de transportar o que eu estou vivendo agora para o meu personagem. Mas para quem não passa mais por essa fase, acredito que o desafio seja tentar trazer de volta todos os sentimentos intensos da adolescência, trazer de volta uma pessoa que você já não é mais, para que você possa representar o mais fielmente possível.  E ainda para completar, trazer isso para a atualidade, porque bem, os adolescentes de hoje não são os mesmos de antigamente.

Liv Cerveira: Existe na infância e na velhice uma fragilidade física que nos deixa completamente desprotegidos, mas a adolescência é a meu ver o momento em que estamos mais vulneráveis. São tantas mudanças, por dentro, por fora e uma explosão de novas experiências que você encara sem poder se esconder atrás da inocência infantil ou se proteger com a casca dura da idade. Ser jovem é ser um nervo exposto, e tudo o que se vive nesse período parece deixar marcas ainda mais profundas. E ainda assim, seja por inexperiência ou a excitação provocada pelo desconhecido, esse também é o período em que assumimos mais riscos, onde pulamos tantas vezes sem pensar onde ou como vamos cair. Ou mesmo se seremos capaz de levantar. A intenção nunca foi escrever necessariamente sobre ‘sair do armário’, embora talvez esse seja um dos maiores clichês em histórias do gênero. A história da Isadora e da Érica é apenas mais uma como tantas outras; uma história universal: duas pessoas que se conhecem desde a infância e então vem aquele momento de curiosidade e impetuosidade e elas descobrem algo novo que muda absolutamente tudo e de repente, sem que elas estejam preparadas para isso, vem esse turbilhão de acontecimentos contemplando não apenas descobertas de amor e sexualidade, mas decepções, separações, perdas e reencontros.
Acho que o desafio ao descrever esses personagens é o mesmo que enfrentamos ao descrever qualquer personagem: encontrar suas vozes, relatar suas experiências, oferecer suas percepções e proporcionar algum tipo de identificação a quem os conhece. Fazer o leitor sentir o que eles estão sentindo ou enxergar através de seus olhos. Ou seja, é difícil pra caramba, mas quando funciona é uma coisa linda de se ler! (RSRSRS)

Fonte: Tumblr - Reprodução

Fonte: Tumblr – Reprodução

– Nos contos “O ponto de ônibus” e “A carta de Bárbara”, da Ana Paula Chicarelli e da Diana Lara, respectivamente, me chamou atenção um fator diferente dos outros textos: o amor que só é amor na cabeça do indivíduo, quando realmente não há um relacionamento implícito entre ambas as partes. Tanto no caso do homem que recebe a ordem de restrição (e que resiste em racionalizá-la) quanto no amor platônico do homem casado pela jovem que observa na calçada, percebemos que o amor pode muito bem ser apenas uma construção pessoal, algo inatingível mas que ainda assim tem uma força enorme sobre nós. Qual foi, para vocês, a motivação em escrever os dois contos? Como vocês enxergam essa perspectiva? 

Ana Paula Chicarelli: Gosto quando o personagem ama em silêncio, pois o conto fica totalmente focado no que ele pensa. Também já tive essas paixões e nem sempre eu gostava de me expor. Então achei que seria interessante narrar sob o ponto de vista masculino. Falar sobre um sentimento que nasce e morre com a mesma facilidade, sem julgamentos e opiniões de terceiros.

Diana Lara: Motivação é a pergunta mais difícil do mundo para mim. Porque as histórias surgem sozinhas e criam asas e quando você vê, parece que é apenas um instrumento para que aquilo seja registrado em palavras. Mas acredito que quando escrevi “A carta de Bárbara”, minha ideia era mostrar literalmente uma carta de amor que só existia na mente do nosso personagem, afinal aquela carta era o mais distante possível de uma carta de amor apaixonada. Temos uma forte tendência a acreditar que o amor só é concretizado se for retribuído pela pessoa amada. Amar alguém sem esperar nada em troca parece absurdo, mas desejar algo de volta, mesmo que amor, não seria um ato de egoísmo incompatível com esse sentimento tão exaltado e puro? Por que não podemos amar alguém e apenas desejar que essa pessoa seja feliz, que consiga o que quer, que sorria mais vezes para que possamos apreciar?
Pergunto isso porque, ao escrever “A carta de Bárbara”, me questionei até onde o personagem principal era diferente de qualquer um de nós: incapaz de aceitar que alguém por quem ele sentia amor não o amasse de volta, ele decidiu culpar uma terceira pessoa pela não concretização de seu afeto. Ele era incapaz de ver a figura amada como alguém que poderia fazê-lo sofrer com o afastamento, a falta de amor, uma ordem de restrição, então culpava o parceiro dela por isso e a mantinha no pedestal de mulher perfeita, um erro que cometemos frequentemente – esperar perfeição de quem amamos quando somos todos igualmente imperfeitos. Além disso, existem mais duas coisas importantíssimas que ele faz e nós também: realizar atitudes consideradas “loucuras” em nome desse amor, sem perceber que mais estamos ferindo a pessoa que amamos do que demonstrando nossos afeto; e, sobretudo, não aceitar que aquela pessoa pode, e provavelmente vai, ser mais feliz com outro alguém, não porque não valemos à pena, ou não somos tão bons, mas simplesmente porque a outra pessoa parece ótima, pelo menos para o outro.
Talvez seja um pouco drástico para muitos de nós, mas não é tão diferente do que fazemos em nossos relacionamentos – concretizados e não concretizados – diariamente. Vivemos um relacionamento em nossas mentes e nos recusamos a enxergar a realidade.
Precisamos enxergar quando alguém nos dá uma ordem de restrição. O amor é mais do que retribuição.

Fonte: Giphy - Reprodução

Fonte: Giphy – Reprodução

– E, Marcia, como foi pra você organizar essa antologia? Como foi feita a escolha e divisão dos clichês? Achei fantástica a quantidade de temas abordados no livro.

Marcia Dantas: Organizar essa antologia foi uma experiência de aprendizado e engrandecimento muito grande. Aprendi muito sobre o mercado, os processos de um livro, gerenciamento de pessoas e coisas, entre outros. Saí outra pessoa dessa antologia, com toda a certeza.
Você perguntou sobre a divisão dos clichês e, para falar a verdade, isso nunca foi necessário. Todos os autores e autoras trabalharam com uma lista de sugestões, além de algumas indicações de filmes, livros e séries, mas nunca tivemos uma conversa formal sobre quem faria o quê. Cada uma das pessoas envolvidas no projeto foi me procurando com suas ideias, rascunhos e afins e tudo o que pude fazer foi celebrar a multiplicidade de coisas que estaria nesse livro. Tenho muito orgulho de ver o que essas pessoas fizeram e como deram a cara para Ridículas Cartas.

– Fun Facts: Aconteceu algum perrengue ou história engraçada durante a produção dos contos ou organização da antologia? Algum momento que ficará marcado para sempre entre o pessoal da antologia?

Liv Cerveira: Acho que vou ficar devendo essa anedota. Posso apenas dizer que foi uma experiência maravilhosa, e que o incentivo da Marcinha (Dantas) foi fundamental. Sem ela, acho que minha tela do Word ainda estaria em branco (rsrsrs).

Nina Spim: Algo que guardo até hoje é a produção da nossa capa. Quem a fez foi a Ana de Oliveira e foi total na parceria. Lembro que foi unânime a nossa felicidade quando a vimos e, posteriormente, tivemos algumas dificuldades em deixá-la na proporção requerida para a impressão e resolução adequadas.

Priscila Louredo: Nada muito incomum. A história ficou me rondando durante algum tempo, tomando forma, mas eu nunca conseguia ver o final dela, até o dia que resolvi sentar e escrever o que desse e, quando vi, tinha escrito tudo.

Marcia Dantas: Não foi tão engraçado assim, mas certamente marcou muito a gente: o evento de lançamento aqui em São Paulo. Várias coisas aconteceram, entre problemas com máquina de impressão, correios e afins, além do acerto de datas que tive que fazer por causa de problemas com o local. Mas acho que o que sempre vou lembrar foi o fato de ter torcido o meu pé na semana do evento. Fui de bota ortopédica e tudo para a Paulista [risos].

Fonte: Darda Editora - Reprodução

Fonte: Darda Editora – Reprodução

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