Clichê ou não clichê: eis a questão

Se você quiser ver um autor sair correndo de uma sala, é só falar a palavra “clichê” em voz alta.

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Não tem erro, o pobre coitado certamente agarrará seus pertences e partirá em fuga, sem nem olhar para trás. Junto a “plágio” e “deus ex machina“, o clichê compõe a trindade do mal que habita nossos piores pesadelos.

Estamos, definitivamente, numa época de caça ao clichê.

Mas será que a gente realmente o odeia? Será que ele é mesmo um atestado de incompetência para o autor? Ou será que estamos entendendo tudo errado?

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Labirinto: significados e a magia nos anos 80

O texto a seguir pode conter spoilers de: Labirinto. Depois não diga que eu não te avisei…

“Rei dos Duendes!
Rei dos Duendes!
Quero que seja assim:
Venha e leve esta criança
Para bem longe de mim!”

Fonte: The Odyssey Onlin – Reprodução

Como já bem dizia  C.S. Lewis, uma história infantil que só pode ser apreciada por crianças não é de maneira alguma uma boa história infantil. Labirinto, filme de 1986 concebido e produzido por Jim Henson, está longe de agradar apenas aos telespectadores mirins.

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Deuses Americanos: viajando de carro pela mente de Neil Gaiman

O texto a seguir pode conter spoilers de: Deuses Americanos. Depois não diga que eu não te avisei…

Como fã de Neil Gaiman, eu estava devendo a leitura de Deuses Americanos, um livro que eu até então relutava em tirar da estante e protelava para um futuro que sabe-se lá quando ia chegar. Mas, com o anúncio da adaptação para um seriado e a passagem do ano novo (aquela época em que a gente ainda tenta cumprir as metas direitinho), pensei que o universo havia finalmente aberto uma janela de oportunidade para mim: era hora de conhecer Deuses Americanos.

Fonte: coalrye.deviantart.com – Reprodução

A leitura foi densa, pesada, consumiu todas as minhas forças. Levei uns bons dias para concluir e, quando finalmente terminei, ainda passei mais outros tantos dias de ressaca literária, apenas digerindo a história.

Falando assim, parece até que não gostei de Deuses Americanos. O que é uma mentira: eu amei o livro. É só que Deuses Americanos não é nem de longe um livro fácil.

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Vale a pena ler Julia Quinn?

Já fazia um bom tempo que eu queria escrever sobre a Julia Quinn aqui no TBS. Para além da fantasia, sempre tive um fraco por romances históricos, e Julia Quinn acabou ocupando um lugarzinho de destaque na minha estante e no meu coração.

Fonte: maisqinerds – Reprodução

Sem contar as histórias leves e divertidas, daquelas leituras para aproveitar em casa de pijama, achava a técnica narrativa da Quinn muito interessante: ela é alguém que realmente fez seu dever de casa, tanto comercialmente quanto artisticamente falando.

Porém, e isso acontece com mais frequência do que eu gostaria, recebo alguns olhares tortos quando expresso meu amor pelos livros açucarados da tal autora americana. É como se o gênero do romance, principalmente o romance histórico, com suas cenas de chá quentinho e bailes de gala, fosse considerado uma “forma inferior” de literatura. Como se o gênero contasse apenas com histórias comerciais e clichês programados para capturar mocinhas incautas e sonhadoras pelo pé. Ou, como ouvi certa vez: não gosto deste tipo de livro porque prefiro histórias que me façam pensar.

Ouch.

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